Geração de empregos e garantia de renda

Marília Muylaert

Descobrir vocações imobiliárias, é verdade, depende de um faro de oportunidades sui generis. Mas iniciativas planejadas, com estratégia consistente e um arcabouço de incentivos fiscais efetivos, são comprovadamente eficazes. E isso independe da vocação dos investidores. Os bons exemplos estão aí, a olhos vistos e mundo afora, e existem até mesmo no Brasil. É justamente esse tipo de oportunidade que não se pode perder no caso de grandes intervenções urbanísticas, como a que está acontecendo agora na mudança da Ceagesp, na capital paulista.

O benchmark brasileiro da vez é o Curitiba Tecnoparque, plano de desenvolvimento tecnológico implantado em 2007 na capital paranaense, em quatro polos distintos vizinhos às principais universidades da região. Isenção tributária, suporte tecnológico e infraestrutura formam o tripé da iniciativa cuidadosamente costurada, que reúne hoje mais de 150 empresas. Com ou sem crise, está ali um oásis de investimento.

“O benchmark brasileiro da vez é o Curitiba Tecnoparque, plano de desenvolvimento tecnológico implantado em 2007 na capital paranaense. Isenção tributária, suporte tecnológico e infraestrutura formam o tripé da iniciativa que reúne hoje mais de 150 empresas. Com ou sem crise, está ali um oásis de investimento.”

No cenário macro, diz-se que o pior já passou. O Secovi-SP já fala num crescimento de lançamentos imobiliários no estado da ordem de 5% a 10% (depois de uma retração de 16% em 2016, apontado pelo economista-chefe da entidade como o fundo do poço). A elevação do teto de financiamento de imóveis com o uso do FGTS para R$ 1,5 milhão deve ajudar a diminuir os estoques principalmente nas grandes capitais e, enfim, abrir uma brecha para lançamentos fora do escopo do Minha Casa Minha Vida.

A receita, embora utópica, é simples: a segurança efetiva de crescimento do setor passa, obrigatoriamente, por geração de empregos e garantia de renda.

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