SindusCon-SP revisa projeção e PIB da construção deve cair 3,5% em 2017

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou nesta terça-feira (22) que revisou a previsão de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) da construção para 2017, passando de uma alta de 0,5% para uma queda de 3,5%. Caso se efetive, o recuo deste ano será o quarto consecutivo, registrando desde 2014 um acumulo negativo de 16%.

Um dos principais influenciadores do resultado, segundo a entidade, é a redução do estoque de trabalhadores no setor, que ficou em 2,45 milhões no mês de julho e deve chegar até 2,26 milhões em dezembro, representando uma queda acumulada de 11,1% em 2017.

Ainda de acordo com o SindusCon-SP, o que impede uma diminuição maior no setor são as contratações realizadas por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que registraram no primeiro semestre deste ano cerca 150 mil unidades, sendo 4,3 mil na faixa 1, 120,7 mil na faixa 2 e 25 mil na faixa 3. Os resultados, contudo, continuam inferiores na comparação com as contratações dos anos anteriores.

O Índice do SindusCon-SP que acompanha a Atividade das Empresas de Construção Civil (Inacc) registrou queda acumulada de 10,28% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Em resumo, os números retrocederam ao registrado em 2008.

“Estamos retrocedendo e a caminho acelerado na direção de uma indústria precária, com uma produção baixa e investimentos em tecnologia restritos a um pequeno grupo de empresas. A recuperação do crescimento da economia brasileira está cada vez mais distante, e assim permanecerá, salvo se forem adotadas mudanças profundas no funcionamento do país, que propiciem a reativação dos investimentos e maior grau de complexidade à produção de bens e serviços, gerando mais empregos qualificados, mobilidade social e maior igualdade de renda”, disse o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realiza as projeções em parceria com o SindusCon-SP, será necessário um crescimento de no mínimo 3,5% por ano nos próximos cinco anos, para que a atividade volte a atingir o acompanhado em 2013, a melhor série antes da crise.

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb.

Veja também: