Trabalho de telhadista exige treinamento

Projeto, material e instalação. As grandes empresas de engenharia de telhado costumam oferecer esse tripé de serviços ao cliente, seja o uma grande construtora, seja o consumidor final. Ouvir o depoimento de quem comprou, de quem instalou e de quem construiu é o caminho sem erro de quem é cliente, na hora de contratar uma fornecedora de sistemas de cobertura de uma edificação. “A maior credencial de uma empresa é o seu histórico de obras”, resume o engenheiro civil Daniel de Luccas, consultor técnico do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim).

A exigência do conhecimento técnico aliada à experiência nesse segmento da construção civil não se justifica apenas para evitar desperdício de tempo, material e dinheiro, mas também para fugir de patologias. “Cobertura é um negócio que dá muito problema, então, nesse mercado não cabe aventureiros”, opina o engenheiro Gilberto Geron, da MSPlan. “Parece básico falar isso, mas, como me chamam muito para corrigir falhas dos outros, posso dizer que tem muita empresa e empreiteiro que não têm noção do que estão fazendo.”

Segundo o arquiteto José Sauro Neto, coordenador técnico da Eternit, nessa etapa da obra é incabível, por exemplo, contratar um pedreiro que não seja telhadista. “Oferecemos treinamento de equipe para os vários tipos de produto que colocamos no mercado. É qualificação de mão de obra mesmo, até certificando, no sentido de levantar o nível do profissional e de descaracterizar o pedreiro que se diz telhadista, porque ele definitivamente não é”, diz Sauro Neto. Ao assumir essa preocupação de elevar a qualidade da mão de obra, a indústria acaba também colaborando com a disseminação dessa qualificação. “Já estamos nesse processo de gerar qualificação há uns sete anos, e tem trazido resultados muito positivos”, afirma Sauro Neto.

 NORMAS TÉCNICAS 

NBR 15.575-5 – Edificações habitacionais – Desempenho – Requisitos para sistemas de coberturas

NBR 8.000 – Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios

NBR 6123 – Forças devido ao vento em edificações

ABNT NBR 16366:2015 – Qualificação de pessoas para a construção civil – Perfil profissional do telhadista.

 CHECKLIST 

Ao contratar uma empresa fornecedora de sistemas de cobertura pergunte sobre:

O projeto. As fornecedoras mais confiáveis não abrem mão do projeto nem quando o cliente tenta negociar para reduzir custos de orçamento. O fornecedor deve explicar (e, se possível, até dar exemplos concretos) que o barato pode sair mais caro ao longo do tempo.

O conhecimento técnico. A qualidade do serviço depende desse fator e, como o melhor cartão de visitas de uma empresa é o seu histórico de obras, pergunte ao fornecedor se é possível visitar alguma obra dele concluída anteriormente.

O acompanhamento em obra. Certifique-se de que haverá um engenheiro ou supervisor acompanhando todo o processo. No caso das coberturas metálicas feitas com telhas zipadas, há no mínimo quatro etapas para ser acompanhadas: a perfilação, a montagem, a zipagem e a parte dos acabamentos – que são os rufos, pingadeiras e cumeeiras.

A mão de obra. A empresa contratada deve ser responsável pelo treinamento e a qualidade da mão de obra, inclusive porque esse é um trabalho de risco. Pergunte também se ela está em dia com relação a documentações e exames de seus profissionais.

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