Vendas de imóveis usados registram segunda queda mensal consecutiva, aponta CRECI-SP

A comercialização de imóveis usados no estado de São Paulo passou de um recuo de 6,31% em maio para 4,55% em junho, segundo dados divulgados recentemente pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). A pesquisa foi realizada entre 1.049 imobiliárias de 37 cidades.

De acordo com a entidade, o número tende a continuar em queda após a redução de 70% para 60% do teto do valor das unidades nos financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal. “O momento favorece a compra, há oferta para todo tipo de necessidade ou desejo, mas o problema é que a renda das famílias encolheu com essa recessão que já dura três anos e o financiamento é quase uma miragem”, comentou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

Em junho, três das quatro regiões apresentaram mau desempenho, sendo o maior na Capital (-10,08%), logo após o Litoral (-7,32%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (-3,45%). No Interior, houve um crescimento de 1,6%.

Entre os imóveis usados vendidos, os apartamentos registraram 53,64% dos negócios e as casas somaram 45,36%. Os preços dos imóveis registraram uma redução média de 0,81% na passagem para o mês de junho, sendo que preferência de 48,79% dos compradores foi por unidades de até R$ 300 mil. Já o desconto médio oferecido pelos donos dos imóveis foi de 10,44% nos bairros de áreas nobres, de 8,11% nas regiões centrais e de 10,64% nos bairros de periferia.

Locação
Os alugueis residenciais apresentaram em junho queda de 5,85% na comparação com o mês anterior. As casas foram as mais procuradas entre os novos inquilinos, com 56,48%, já os apartamentos somaram 43,52%.

Entre as quatro regiões do Creci-SP, três apresentaram queda no número de locações: Capital (-6,54%), Interior (-7,12%) e o Litoral (-17,19%). As cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco apresentaram uma alta de 3,94%.
Os descontos cedidos pelos donos dos imóveis foram de 12,46% em imóveis de bairros nobres, 11,5% em áreas centrais e 11,88% nos periféricos. A preferência dos inquilinos em relação ao preço foi em imóveis com aluguel mensal de até R$ 1.000,00, representando 55,01% das novas locações.

Em relação a localização, 71,71% dos imóveis alugados estão em áreas centrais, seguindo por 20,62% em bairros de periferia e 7,67% em áreas nobres.

O fiador pessoa física segue sendo a opção mais procurada para os novos contratos (55,37%), depois vem o depósito de três meses do aluguel (20,98%), caução de imóveis (10,81%), seguro fiança (9,7%), cessão fiduciária (1,68%) e a locação sem garantia (1,46%).

Os distratos em junho representaram 88,94% das novas locações, enquanto a inadimplência cresceu 1,1%, atingindo 6,1% dos contratos.
A pesquisa do Creci-SP é composta por 37 cidades do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb.

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