PIB da construção encerra segundo trimestre com queda de 7,0%, mostra IBGE

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (1º) que o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria da construção registrou queda de 7,0% no segundo trimestre de 2017 na comparação com o mesmo período de 2016. O resultado é considerado o pior entre todos os setores da pesquisa.

O desempenho também foi 2,0% inferior ao acompanhado no primeiro trimestre deste ano. Já nos seis primeiros meses de 2016, o recuo é de 6,6% sobre mesmo período do ano anterior.

Em relação a ocupação na construção, o segundo trimestre obteve redução de 9,2% na comparação com o mesmo período do ano precedente. O decréscimo nominal das operações de crédito do sistema financeiro foi de 2,1%.

A Formação Bruta de Capital Fixo foi reduzida em 6,5% no segundo trimestre de 2017 em comparação com o mesmo trimestre de 2016, levando a Taxa de Investimentos a meros 15,5% do PIB. “O endividamento público está explosivo e isso influencia a retração persistente dos investimentos de longo prazo. Sem as reformas necessárias, que direcionem a economia a um consistente equilíbrio fiscal, auxiliado por medidas microeconômicas que aumentem a produtividade, a tendência é o cenário se agravar”, diz Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

O PIB traz ao setor da construção grande preocupação com o futuro, já que resultado representa a segunda queda consecutiva. “Os dados do IBGE formalizam o aprofundamento continuado das perdas que observamos no nosso dia a dia. É preciso tomar medidas urgentes e efetivas para reanimar o setor”, comentou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, lembrando que os empresários do setor têm enfrentado dificuldades no acesso ao crédito e ao financiamento, principalmente para executar projetos em andamento.

O vice-presidente do SindusCon-SP ressalta ainda que a indicação do governo de corte de 90% do orçamento do PAC para investimentos em 2018 aponta para uma perspectiva negativa. “A confiança dos investidores permanece abalada e nos deixa em um ciclo de fatos ruins”, finaliza.

PIB Nacional
O PIB Nacional, por sua vez, registrou aumento de 0,2% no segundo trimestre de 2017 em relação ao período anterior. O IBGE afirma que os saques do Fundo de Garantia por Tempo e Serviço (FGTS) inativos entre os meses de março e julho injetaram pelo menos R$ 44 milhões na economia, levando o consumo das famílias a crescer 1,4% no segundo trimestre. Entre os setores, a agropecuária se manteve estável, enquanto a indústria recuou 0,05% e os serviços cresceram 0,6%.

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