Vendas de apartamentos novos crescem 61,7% em Curitiba no primeiro semestre do ano

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb

A capital paranaense registrou no primeiro semestre de 2017 alta de 61,7% nas vendas de apartamentos novos e 17% nos lançamentos residenciais na comparação com o primeiro semestre do ano anterior. Os dados são da pesquisa realizada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) em parceria com a BRAIN Bureau de Inteligência.

Das unidades residenciais comercializadas, os imóveis com valor a partir R$ 215 mil predominaram. Já os empreendimentos de padrão médio (R$ 400.001,00 a R$ 700 mil) e de luxo (R$ 1.000,001,00 a R$ 2 milhões) também apresentaram crescimento nos lançamentos com quatro empreendimentos, sendo dois lançamentos.

Entre janeiro e junho de 2017 todos os padrões registraram alta na oferta de unidades em Curitiba, no entanto, se destacaram os imóveis de padrão médio que obtiveram uma oferta quatro vezes maior em 2017 do que no primeiro semestre de 2016, passando de 85 unidades para 388 unidades. Os imóveis de padrão alto com preço de R$ 700.001,00 a R$ 1 milhão dobraram de 150 (2016) para 344 unidades (2017).

O preço médio do metro quadrado privativo foi de R$ 7.011,00 no mês de junho, maior valor acompanhado na capital até o momento. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 6,0%. “Além do aumento dos custos de construção e de padrão mais elevado dos novos empreendimentos, existem bairros com uma oferta mínima em relação à demanda, o que puxa o preço desses imóveis para cima”, comentou o vice-presidente da Ademi/PR, Leonardo Pissetti.

Nas modalidades de imóveis, os apartamentos com três dormitórios, studios e lofts foram o que apresentaram maior variação, com 7,2%, e os apartamentos de um dormitório registraram alta de 5,5%, com metro quadrado privativo de R$ 6.931,00 e R$ 7.500,00, respectivamente.

O bairro do Batel continua a exibir o maior valor por metro quadrado privativo com preço de R$ 10.425,00, enquanto a média entre as tipologias atinge R$ 13.749,00.

Dos imóveis disponíveis, 51% da procura dos compradores foi para aluguel e 49% para vendas, deste volume, 64% são apartamentos e 36% casas. “Um levantamento que realizamos recentemente mostrou que, nos últimos 12 meses, enquanto os mercados imobiliários do Rio de Janeiro e São Paulo tiveram retração, o curitibano se movimentou similar à inflação. Com isso, acreditamos que o consumidor que deseja investir na região e está procurando uma boa oportunidade, deve aproveitar o momento”, disse a coordenadora de Marketing, Angélica Quintela.

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