Vendas de imóveis residenciais em São Paulo sobem 49,5% em julho, mostra Secovi-SP

A comercialização de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceu 49,5% em julho (1.238 unidades) na comparação com o mesmo mês do ano anterior (828 unidades), segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).

Entre os meses de janeiro e julho de 2017, 9.126 unidades foram vendidas, volume 13,8% maior ao mesmo período do ano passado, que comercializou 8.022 unidades. Apesar disso, na passagem de junho para julho houve uma queda de 33,2% nos negócios realizados. O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, justifica, no entanto, que resultado é comum em meses de férias e feriados prolongados.

Em julho, foram lançadas 1.089 unidades residenciais, uma redução de 27,5% na comparação com o mês anterior (1.502 unidades). Já o acumulado entre os sete primeiros meses do ano obteve alta de 7,9% frente ao registrado no mesmo período de 2016 (7.074 unidades), resultando em 7.636 unidades lançadas.

“A pesquisa apontou, também, que as vendas superaram os lançamentos em aproximadamente 1,5 mil unidades no acumulado do ano, um sinal positivo, mas que, no decorrer do tempo, pode impactar na oferta de imóveis na cidade de São Paulo” frisou o vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Sindicato da Habitação, Flávio Prando.

Na análise por tipologia, se destacaram os imóveis de um dormitório com 476 unidades lançadas e o melhor VSO de 7,3%. Já os imóveis com dois dormitórios, que lideram há muito tempo o indicador, continua com a maior quantidade de vendas (567 unidades) e oferta final de 8.940 unidades.

O VGV (Valor Global de Vendas) em julho foi de R$ 589,2 milhões, uma redução de 44,1% na comparação com o montante de R$ 1.054,1 milhões do mês anterior. Na comparação com julho de 2016 (R$ 455,5 milhões), o valor é 29,3% superior, considerando os resultados do INCC-DI atualizado em junho deste ano.

Em relação ao VSO (Vendas Sobre Oferta), o resultado foi de 5,7% no sétimo mês de 2017, queda de 8,1% na comparação com julho e crescimento de 3,3% frente a julho de 2016. Nos últimos 12 meses, o VSO tem alta de 39,1% e de 2,7% em relação ao mesmo período do ano precedente.

Na comparação por área útil, os imóveis com menos de 45 m² foram os mais lançados no mês (499 unidades) e os mais comercializados (664 unidades), além de maior VSO de 8,9%. De acordo com a oferta final, os imóveis com maior estoque são os que possuem área útil entre 45 m² e 65 m², resultando em uma oferta final de 6.979 unidades.

Entre as faixas de preços, as unidades mais lançadas e vendidas foram as com valores entre R$ 240.000,01 e R$ 500.000,00 com 524 e 527 imóveis, respectivamente. O estoque destas unidades foi de 8.924. O melhor VSO ficou para os imóveis avaliados em até R$ 240.000,01, com o aumento de 13,7%, o equivalente a 364 unidades comercializadas diante de um estoque de 2.658 imóveis.

Neste mês, a zona Leste se destacou entre os indicadores da pesquisa, com 539 unidades lançadas, 389 unidades comercializadas e maior VSO de 7,5%. A oferta final, por fim, ficou na zona Sul, com 5.407 unidades.

“A reação positiva do mercado é esperada, mas o momento ainda preocupa. Se o setor não remover os entraves na aprovação de projetos na prefeitura, pode perder a oportunidade de reagir e crescer, o que é vital para gerar emprego e estimular o desenvolvimento econômico da cidade”, diz o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas.

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb.

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