Em off: bastidores da construção

O Santos não quer o Pacaembu
A prefeitura de São Paulo, seguindo a política de desestatização promovida pelo prefeito João Dória (PSDB), conseguiu a liberação para repassar o Estádio do Pacaembu à iniciativa privada. Logo em seguida ao anúncio, cogitou-se que o Santos Futebol Clube seria um possível interessado em assumir a gestão. Em vez disso, o presidente do clube, Modesto Roma Júnior, manifestou a intenção de atualizar e ampliar as instalações da Vila Belmiro, tradicional arena santista no litoral paulista.

A intenção do clube é tornar o espaço adaptado ao uso múltiplo, seguindo o modelo adotado pelo Palmeiras, em São Paulo. Segundo Roma, a legislação que proíbe usos diversos além do esportivo inviabiliza o custo de manutenção do Pacaembu.

Energia na mira das privatizações
Em entrevista ao programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura em 2 de outubro, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, falou sobre a privatização da Eletrobras e da venda das hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Recentemente, o governo federal anunciou um pacote de privatizações e, a priori, o setor de energia é o que mais deve passar por transformações.

Efeito rebote no Rio de Janeiro
A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos elevaram os preços de imóveis a patamares jamais vistos. “O pico foi em 2011, com uma valorização de 44% no mês de junho (variação em 12 meses)”, afirma Caio Bianchi, gerente de Inteligência de Mercado do Zap. Dados divulgados pelo índice FipeZap mostram que houve recuo de 0,49% na venda de imóveis entre maio e junho deste ano na capital fluminense. “A crise econômica e a difícil situação financeira do setor público no Rio provocaram uma forte correção e estão forçando a queda dos preços”, afirma Bianchi.

BATE-ESTACA

Mudança de discurso
Reconhecido internacionalmente pela revolução positiva no sistema de transportes quando foi prefeito de Curitiba (PR), o arquiteto Jaime Lerner anunciou na abertura da II Conferência Nacional de Arquitetura e Urbanismo, promovida pelo CAU/BR no início de outubro no Rio de Janeiro, que está envolvido na criação de um novo modelo de automóvel. Embora fale em matéria-prima de descarte, sustentável e num meio de locomoção de pequenas dimensões, parece um pouco contraditório, décadas após a crítica ferrenha ao transporte individual, a proposta de um carro partir do próprio Lerner. É esperar para ver.

Clichê à parte: a oportunidade da crise
“A cada 4 dólares de crescimento em diferentes mercados, incluindo os condomínios, 3 vieram das economias em emergência”, disse o economista Ricardo Amorim, em palestra sobre perspectivas econômicas realizada durante o Encontro de Administradoras de Condomínios (Enacon). Segundo ele, qualquer empresa com ambição global deve, obrigatoriamente, olhar para o Brasil. “Vivemos uma era de oportunidades sem precedentes.”

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