Emprego na construção brasileira sobe 0,07%, após quase três anos de queda

Depois de 33 meses de quedas consecutivas, pela primeira vez o nível do emprego na construção civil brasileira voltou a subir. Em julho, houve alta de 0,07%, na comparação com o mês anterior. Com a contratação de 1.677 pessoas, o estoque de trabalhadores foi de 2,457 milhões para 2,458 milhões. Em 12 meses, entretanto, a queda é de 10,31%, e na comparação com julho de 2016 a redução chega a 12,63%. Ao desconsiderar os efeitos sazonais, o emprego registrou queda de 0,44% em julho, na comparação com junho (-10.887), chegando a 34 baixas em sequência. Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Embora os números indiquem possível recuperação do mercado, o presidente do Sinduscon-SP, José Romeu Ferraz Neto, avalia os dados positivos como pontuais. Segundo ele, ainda é cedo para considerar que há uma recuperação consistente do setor. “Pontualmente, houve alguma melhora em segmentos como preparação de terrenos e obras de infraestrutura, mas a tendência geral do nível de emprego continuará declinante até o fim do ano”, afirma Ferraz Neto. “Tanto a atividade da construção imobiliária quanto a da infraestrutura seguirão em queda em 2017, em razão da falta de investimentos públicos e privados em volumes suficientes para reativar de forma robusta o nível de emprego da construção. Com o reaquecimento do mercado imobiliário e a volta de investimentos em infraestrutura, esperamos uma situação melhor em 2018”, completa o presidente da entidade.

Estado de São Paulo
Com a alta de 0,09% no emprego em julho na comparação com o mês anterior, o estoque de trabalhadores foi de 674,8 mil, em julho, para 675,4 mil. Em 12 meses, são menos 72.578 trabalhadores no setor (-9,70%). Desconsiderando a sazonalidade, houve redução de 0,46% (-3.102 vagas). Na comparação julho ante junho houve alta nos segmentos infraestrutura (1,29%), engenharia e arquitetura (0,56%) e obras de instalação (0,04%). Registraram queda, obras de acabamento (-0,52%), imobiliário (-0,20%) e preparação de terreno (-0,17%).

Na capital, que responde por 42,97% do total de empregos no setor, a queda em julho na comparação com o mês anterior foi de 0,24% (-709 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 11,58% (-37.998 vagas). Entre as regionais do Sinduscon-SP, Santos (-0,96%), Presidente Prudente (-0,75%) e Ribeirão Preto (-0,38%) tiveram baixa. As maiores altas foram em Santo André (1,41%) e São José dos Campos (1,09%).

Números
Segmentação: os dados para cada setor da construção
Em julho, na comparação com junho, registraram alta os segmentos de infraestrutura (1,04%), preparação de terreno (0,81%) e engenharia e arquitetura (0,77%). Na outra ponta, obras de instalação e incorporação de imóveis tiveram baixa de 1,32% e 0,27%, respectivamente. Em 12 meses, todos os segmentos apresentam queda, sendo as maiores baixas em imobiliário (-13,66%), obras de acabamento (-11,97%) e preparação de terreno (-10,55%).

Tabelas comparativas

A situação por região
Variação de vagas no setor
Das cinco regiões do Brasil, três registraram alta: Norte (1,21%), Centro-Oeste (0,97%) e Nordeste (0,05%). Já as regiões Sudeste (-0,16%) e Sul (-0,04%) registraram baixa em julho.
• No Sudeste, as quedas se concentraram no Rio de Janeiro (-1,98%) e no Espírito Santo (-0,46%). São Paulo, principal mercado do país, teve alta de 0,09%, e Minas Gerais de 0,82%.
• Na Região Norte, houve alta em quase todos os estados, com destaque para Acre (2,10%), Pará (1,58%) e Rondônia (1,30%). Apenas Roraima e Amapá tiveram baixas: -1,14% e -0,14%, respectivamente.
• No Nordeste, os estados do Maranhão (2,45%), Bahia (0,66%) e Rio Grande do Norte (0,38%) puxaram a alta da região. Na outra ponta, Alagoas (-1,29%), Pernambuco (-0,84%) e Ceará (-0,56%) impediram que a alta fosse maior.
• No Centro-Oeste, registraram alta Mato Grosso (3,33%), Goiás (0,73%) e Distrito Federal (0,73%). Mato Grosso do Sul teve queda de 0,86%.
• Na Região Sul, no Paraná a queda foi de 0,53%, o que puxou o resultado regional para baixo. Santa Catarina teve alta de 0,30% e Rio Grande do Sul, de 0,23%.

Crise aprimora setor imobiliário de galpões logísticos e industriais

Estagnação no setor abriu possibilidade para aprimoramento dos sistemas de galpões

Data do início dos anos 2000 o começo da qualificação do mercado de galpões logísticos no Brasil. Com mais de 20 anos de atuação na área, Clarisse Etcheverry, sócia-diretora da Eminence Real Estate Advisory (Erea), chama essa fase de “pioneirismo da profissionalização”, quando as expectativas eram de replicar no Brasil os padrões internacionais para locações logísticas, seguindo alterações na legislação, com mudanças estruturadas e uma indústria bastante capitalizada. Entre 2006 e 2007, o mercado nacional começou a ser visto pelos investidores com outros olhos, mas a crise americana de 2008 adiou os planos de crescimento no Brasil.

Em 2010, depois de um período de estagnação, as empresas voltaram a investir na área de galpões logísticos. Assim, até 2014 aconteceu o boom do segmento. “Havia um cenário de baixa vacância e grande interesse do investidor. Nessa época, foram entregues a média anual de cerca de 1 milhão de m² em condomínios logísticos em São Paulo”, conta Clarisse. No entanto, assim como os demais setores da construção civil, os galpões logísticos começaram a sofrer com os efeitos do cenário político-econômico.

Mas a retração e a estagnação acabaram por gerar um interessante fenômeno nessa área. O período foi de uma alta profissionalização do setor, com investidorespraticantes de critérios de análise cautelosos, locatários conscientes e exigentes. Isso desencadeou um aprimoramento do setor, que teve de se adequar aos padrões internacionais para se tornar mais competitivo. A realidade acirrada do mercado, associada às negociações e oportunidades para inquilinos, fez desenvolver a área de galpões logísticos como um todo, com ganho de benefícios como preocupações ambientais, especializações em consultorias e em projetos de instalações, entre outros. Tudo isso trouxe reflexos para o inquilino, que passou a se preocupar com dados como uso de iluminação natural, energia solar, reúso de água, criando novas demandas para o setor. “Da mesma maneira que o mercado reagiu muito rápido aos sinais de crise, ele também reage muito rápido aos sinais de recuperação. Um ponto positivo do período de dificuldades é o alto grau de profissionalização, que foi necessário para mudar as perspectivas. Hoje, o mercado na área logística tem uma grande sofisticação imobiliária, um ganho que não será perdido”, afirma Clarisse Etcheverry.

Rocinha: palco das intervenções do Exército no Rio de Janeiro

Violência agrava crise do setor na capital fluminense
Exército nas ruas e aumento da violência no Rio de Janeiro afetam a retomada do setor da construção civil. Sem dúvida a crise econômica vivida pelo estado – mais delicada do que a própria situação do país – é a principal responsável pela retração do setor. Segundo levantamento da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), o número de unidades residenciais lançadas na cidade caiu de 15.859, em 2012, para menos da metade, 7.329, em 2016. A retomada já verificada na capital paulista, por exemplo, não é visível ainda em terras cariocas. O sinal de alerta da violência afasta ainda mais as possibilidades de recuperação. A Zona Sul, a mais nobre da cidade, também parece não estar pronta para o reaquecimento do mercado. O mesmo acontece na Barra da Tijuca.

A atividade da indústria da construção mineira melhora pelo segundo mês seguido

O índice de atividade da indústria da construção de Minas Gerais apresentou melhora pelo segundo mês seguido, registrando 41,6 pontos em julho, enquanto em junho foi de 40,6 pontos. Embora continue demonstrando queda na atividade do setor – valores abaixo de 50 pontos indicam retração –, o indicador acumulou elevação de 8,4 pontos entre janeiro e julho deste ano e foi 3,5 pontos superior ao apurado em igual mês de 2016.

O nível de atividade em relação ao usual para o mês manteve-se em baixo patamar, com índice de 27,5 pontos em julho, evidenciando as dificuldades ainda enfrentadas pelo setor. Entretanto, esse foi o melhor resultado para o mês nos últimos três anos, com alta de 4,9 pontos no acumulado de janeiro a julho de 2017. O indicador de evolução do emprego aumentou 4,4 pontos na passagem de junho (40,7 pontos) para julho (45,1 pontos). Apesar de apontar redução do pessoal ocupado ao continuar abaixo da linha dos 50 pontos, o índice acumulou expressiva expansão de 13,5 pontos entre janeiro e julho de 2017 e foi o melhor para o mês dos últimos cinco anos.

O melhor resultado em três anos: a retomada da indústria da construção mineira é iminente

Os empresários da construção mineira estão com expectativas menos negativas em relação ao nível de atividade para os próximos seis meses, de acordo com o índice de 46,5 pontos, apurado em agosto. Ainda que continue apontando queda da atividade, ao permanecer abaixo dos 50 pontos, o resultado foi 3,6 pontos superior ao de julho, compensando parcialmente a perda de 4,5 pontos nos dois meses anteriores.

Emprego
Retomada à vista!
O índice de expectativas de evolução do emprego cresceu 3,9 pontos ante julho, alcançando 46,5 pontos em agosto. O resultado revela estimativa de recuo no pessoal ocupado nos próximos seis meses. Apesar disso, o indicador foi significativos 12,0 pontos superior ao do mesmo mês do ano passado e acumulou elevação de 5,8 pontos entre janeiro e agosto, sinalizando que a propensão do empresário a demitir tem diminuído.

Talentos reconhecidos no mercado gaúcho
Referência na área de recursos humanos no setor da construção civil, a Melnick Even recebeu o 5º Top Ser Humano da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) do Rio Grande do Sul.

Com mais de 3.000 colaboradores, diretos e terceirizados, a construtora, que atua há 20 anos no mercado gaúcho, é certificada com a ISO 9001 desde 2001 e classificada com nível A pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H). O prêmio consolidou a imagem da marca como referência em recursos humanos na construção civil e na execução de imóveis de alto padrão no Rio Grande do Sul.

A premiação reconheceu o programa Jovens Talentos, que auxilia o desenvolvimento de estagiários, assistentes e analistas das áreas de engenharia e arquitetura. Semanalmente, os jovens trabalham temas específicos, como gestão de obras, orçamentos, instalações elétricas e hidráulicas, e assuntos de desenvolvimento pessoal, como gestão de conflito, marketing pessoal e carreira. O objetivo é que eles adotem uma postura voltada aos valores organizacionais, como visão de dono e disciplina.

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