Estudo do Seconci-SP mostra as causas de afastamento de trabalhadores da construção em 2016

Pesquisa divulgada pelo Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP) mostra que 7.563 trabalhadores foram afastados após 51.244 consultas médicas realizadas na sua unidade central da capital paulista em 2016. Ao todo foram 588 diagnósticos diferentes, mas as dores nas costas, juntas e inflamações (ombro, juntas e tendão) correspondem a 30,1% dos casos e as doenças respiratórias faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses a 12,8% dos atestados.

Apesar de liderar o ranking, as dores e inflamações diminuíram bastante, passando de 43% em 2012 para 30,1% no ano passado. Outro diagnóstico que apresentou redução foram as contusões, entorses, traumatismo e ferimentos, que representavam 13% dos casos em 2012 e foi para 7,5% em 2016.

O levantamento ainda mostra que 8,8% dos atendimentos necessitaram de exames com duração superior a três horas e observação clínica do paciente. A má digestão, gastrite, diarreia, úlceras e inflamação no intestino atingiu 6,5% dos diagnósticos, enquanto a hipertensão arterial e doenças cardíacas 5,8% do total.

A faixa etária entre os atestados é predominante entre os trabalhadores de 40 a 49 anos (2.097), seguido pelos funcionários de 30 a 39 anos (1.836). Nas consultas, a maior demanda também foi pela faixa etária entre 40 a 49 anos (28%) com os empregados de 50 a 59 anos (24,4%) em seguida.

Já em relação aos dias de afastamento, a pesquisa indicou uma redução para 1,6 dias afastados em média neste ano, sendo a segunda menor média após o 1,4 registrado em 2014. Lideraram a pesquisa com mais atestados a segunda-feira (21,7%), logo após estão: terça-feira (21,1%), quarta-feira (20,2%), quinta-feira (19,8%) e por último a sexta-feira (17,1%).

“Os investimentos das empresas do setor e os cuidados da própria pessoa em relação ao seu bem-estar têm aumentado, tirando cada vez menos o trabalhador do batente”, constata a dra. Norma Araújo, superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana (Iepac) do Seconci-SP.

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb