Construção civil volta a demitir em outubro, após três meses de alta no nível de emprego

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) informaram na última semana que a construção civil voltou a demitir no Brasil em outubro, após três meses de contratações. A pesquisa utiliza dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Ao todo, 4.4216 vagas foram encerradas, o que representa uma queda de 0,18% na comparação com o mês anterior. O número é exatamente igual aos empregos criados em julho, agosto e setembro. Em 12 meses, são 192 mil demissões, deixando o estoque de trabalhadores no setor em 2,456 milhões.

“Portanto, voltamos ao baixo patamar do emprego na construção registrado em junho de 2017, um contingente de trabalhadores formais na construção equivalente ao existente em 2009”, explica José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP.

Por segmento, registraram alta em outubro, na comparação com setembro, apenas Engenharia e Arquitetura (0,45%) e Obras de Instalação (0,07%). As maiores quedas foram em Infraestrutura (-0,48%), Imobiliário (-0,28%) e Preparação de Terrenos (-0,27%). Já em 12 meses, todos os segmentos apresentam queda, sendo as maiores baixas em Imobiliário (-10,45%), Obras de acabamento (-8,86%) e Preparação de terreno (-7,44%).

Das cinco regiões do Brasil, apenas a Norte registrou contratações (0,16%), enquanto o Nordeste (-0,15%), Sudeste (-0,08%) Sul (-0,45%) e Centro-Oeste (-0,57%) fecharam postos de trabalho.

No Sudeste, as quedas se concentraram em São Paulo (-0,39%) e Rio de Janeiro (-0,57%). Na outra ponta, Espírito Santo (0,44%) e Minas Gerais (0,95%) subiram. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul registrou baixa de 2,66%, seguido de Goiás, com –0,93%. Distrito Federal e Mato Grosso tiveram elevação de 0,30% e 0,49%.

No Nordeste, houve crescimento nos postos de trabalho no Piauí (1,96%), Maranhão (0,83%) e Alagoas (0,66%). Na outra ponta, tiveram quedas Rio Grande do Norte (-1,06%), Bahia (-0,87%) e Paraíba (-0,21%). Na região Norte, apenas o Pará registrou baixa (-0,94%). Os demais tiveram alta, com destaque para Roraima (3,82%), Tocantins (1,77%) e Acre (1,19%).

Por fim, na região Sul os três estados registraram desemprego: Paraná (-0,39%), Rio Grande do Sul (-0,70%) e Santa Catarina (-0,24%).

O SindusCon-SP acredita em mais demissões em 2017. “Novembro e dezembro são meses em que sazonalmente o nível de emprego na construção cai, em função do término de obras e da ausência de novos empreendimentos por iniciar no curto prazo”, afirma Romeu Ferraz.

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