PIB da construção deve cair 6,4% em 2017, acredita SindusCon-SP

Na semana passada, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) afirmou que estima uma queda de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da construção em 2017, previsão muito diferente do que a do início do ano, de crescimento de 0,5%. Ainda assim, a entidade espera uma alta de 2% do indicador em 2018.

Neste ano, a queda foi motivada principalmente pela redução de investimento na área de infraestrutura. De acordo com levantamento do SindusCon-SP, as quedas foram de 43,8 bilhões para 27,2 bilhões em energia, de 11,3 bilhões para 10,5 bilhões em saneamento, de 42,9 bilhões para 34,7 bilhões em transporte, de 18,3 bilhões para 13,8 bilhões em rodovia, de 5,9 bilhões para 5,4 bilhões em ferrovia, de 13,3 bilhões para 9,9 bilhões em mobilidade urbana e de 2,1 bilhões para 0,9 bilhões em aeroportos.

Além disso, de janeiro a setembro, as contratações de financiamento imobiliário diminuíram 3% e o número de unidades financiadas caiu 11% em relação a 2016.

“Se o estoque dos imóveis se reduzir e os distratos forem regularizados, em 2018 poderão se iniciar obras resultantes dos novos lançamentos imobiliários feitos em 2017. Também poderão se iniciar as obras das unidades habitacionais contratadas em programas como o Minha Casa, Minha Vida. Se houver uma evolução positiva no cenário político, com a inflação baixa e queda no juro real, os agentes financeiros poderão aumentar a oferta de crédito imobiliário. Já as obras de infraestrutura terão um ritmo maior somente se houver novas concessões e privatizações, uma vez que os governos deverão voltar a cortar recursos para investimentos”, afirma José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP.

Já o vice-presidente de Economia da entidade, Eduardo Zaidan, defende mudanças por parte do Governo Federal. “Depois de anos de quedas sucessivas, 2018 somente representará o início de uma recuperação da atividade do setor se houver a Reforma da Previdência e outras providências de redução do déficit público, a adoção de novas medidas facilitadoras do ambiente de negócios e uma sinalização clara aos investidores de que os programas dos candidatos mais fortes à Presidência da República prosseguirão nestas direções”, analisa.

Veja também: