PIB da construção tem novo recuo de 5% em 2017, aponta IBGE

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil caiu 5,0%, segundo balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de março. O desempenho foi o pior entre todos os subsetores da economia, seguido por Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionado (-1,3%), Informação e Comunicação (-1,1%) e Administração, Defesa, Saúde e Educação Públicas e Seguridade Social (-0,6%)

Apesar do resultado negativo, a retração é menor do que a apresentada nos três anos anteriores: -5,2% em 2016, -7,6% em 2015 e -2,4% em 2014. Vale lembrar que, antes disso, o PIB do setor só vinha apresentando crescimentos: 1,9% em 2013, 1,4% em 2012, 3,6% em 2011 e 11,6% em 2010.

O PIB apontou um recuo de 6,2% da ocupação na construção e uma queda nominal, em termos reais, de 2,2% das operações de crédito do sistema financeiro. Outro dado importante é que o desempenho negativo do setor fez com que a formação bruta de capital fixo recuasse 1,8% – número que foi reduzido pela alta de 2% do indicador no último trimestre de 2017. “Com a estagnação da construção, o investimento mostrou crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior, sendo puxado exclusivamente pelo segmento de máquinas e equipamentos”, comenta Luís Fernando Melo Mendes, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), é preciso rever o formato de financiamento de obras públicas e habitacionais, para depender cada vez menos do Estado e melhorar o desempenho do setor. “Precisamos estabelecer um PMO para elencar as necessidades de infraestrutura e moradia do Brasil, com taxas de retorno definidas pelo mercado, além de segurança jurídica nos contratos”, defende o presidente da entidade, José Romeu Ferraz Neto. “Temos uma grande oferta de recursos no mundo, mas primeiro precisamos fazer a lição de casa para não repetir os erros do passado”, conclui.

PIB nacional
Em 2017, o PIB nacional cresceu 1,0% em relação a 2016, após quedas de 3,5% nos dois anos anteriores, totalizando R$ 6.559,9 bilhões. Nessa base comparação, houve altas na Agropecuária (13,0%) e nos Serviços (0,3%), e estabilidade na Indústria (0,0%).

A taxa de investimento no ano de 2017 foi de 15,6% do PIB, abaixo do observado no ano anterior (16,1%). A taxa de poupança foi de 14,8% em 2017 (ante 13,9% no ano anterior).

Em relação ao 4º trimestre de 2016, o PIB cresceu 2,1% no último trimestre de 2017, o segundo resultado positivo seguido nessa comparação, após um trimestre de estabilidade e 11 trimestres de queda. Agropecuária (6,1%), Indústria (2,7%) e Serviços (1,7%) cresceram.

Por Gabriel Gameiro

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