Tabelas de custos ajustados | Construção Mercado

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Tabelas de custos ajustados

A engenharia é fonte de adequação dos modelos de cálculo de orçamentos. Modelos ajustados possibilitam adequação e ganhos de confiabilidade

Edição 106 - Maio/2010

A formação do preço é um processo fundamental para qualquer setor da atividade econômica, refletindo todos os custos detalhados de cada processo de produção, de modo integrado. Diversamente, na cultura do setor da construção civil, o preço é definido por parâmetros de custos pré-fixados ou por tabelas de custos padrão e, excepcionalmente, em construtoras melhor organizadas, o preço é resultado de um processo de formação, característico da realidade de cada obra.

É possível graduar os modelos de cálculo de custos de construção, de acordo com a confiabilidade. Tem-se, portanto graduações crescentes, partindo-se de Estimativas de Custos, Tabelas de Custos padrão, atingindo-se o grau máximo de confiabilidade, por meio da Metodologia da Formação do Preço por Modelagem.

As Estimativas de Custos são utilizadas para cálculos expeditos, quando há somente algumas diretrizes, sem definições de projeto, visando a se obterem ordens de grandeza de custos dos empreendimentos, utilizando parâmetros de mercado, a exemplo dos índices estatísticos, para edificações e obras de urbanização.

As Tabelas de Custos padrão, como é o caso das tabelas Sinapi, Sicro e PINI (cuja geração é pioneira, a partir de 1955, com as edições sucessivas do livro TCPO (Tabelas de Composições de Preços para Orçamentos), são bases de dados que têm sua origem na simulação de modelos reduzidos e apropriações experimentais, retiradas de situações ideais de execução. Focalizam insumos de modo isolado e se referem a custos unitários de serviços de obras.

As tabelas de custos padrão não definem premissas técnicas que lhe deram origem (especificações completas, procedimentos executivos, critérios de medição/ pagamento e normas técnicas correlatas). Constituem-se num instrumento de aplicação generalizada e, por concepção reduzida de origem, não contemplam as condicionantes de construção (termos de referência do contratante, condições locais de execução e capacidade empresarial do construtor) e não consideram as contingências de obra (execução e canteiro).

As contingências de obra acarretam impactos nos custos totais, representados por faixas de variação de 17% a 45% (edificações) e de 13% a 30% (infraestrutura), como apontam pesquisas e estudos da PINI.

Assim concebidas, as tabelas de custos padrão apresentam baixa confiabilidade, como instrumento de apuração de custos, e requerem ajustes de engenharia, para a sua utilização, com ganhos de adequação e confiabilidade, em obras convencionais, repetitivas e que apresentam tecnologias correntes. A Formação do Preço por Modelagem é a metodologia que tem sido sistematizada pela PINI Serviços de Engenharia, desde 2003.

Sua origem está na interação entre engenharia de construção civil e engenharia de custos, gerando de modo relacionado a matriz de custos da obra e as composições de custos por modelagem, que consideram as especificidades das condicionantes de construção (traduzidas pelo construtor em premissas técnicas, fundamentadas por contingências de obra).

Distintamente das tabelas de custos padrão, o foco da formação do preço por modelagem são os recursos técnicos (mão de obra, equipamentos e materiais), as necessidades dos recursos técnicos e os recursos logísticos (administração local e canteiro), dimensionados de modo integrado, para cada obra especificamente.
 
Assim conceituada, a metodologia da formação do preço por modelagem pode ser igualmente aplicada em obras convencionais e, com a máxima adequação, em obras não-convencionais (complexas por magnitude ou tecnologias inovadoras), conferindo às Estimativas de Custos a mais elevada confiabilidade.

Tabelas de Custos padrão X Tabelas de Custos ajustados

As controvérsias, entre os agentes de obras públicas, ocorrem sob uma utilização a ser reparada de Estimativas de Custos e tabelas de custos padrão, como referenciais, para orçamentos e para, supostamente, identificar irregularidades contratuais.

A PINI alerta para o fato de esses instrumentos estarem sendo aplicados de modo equivocado, quando utilizados diretamente e de modo generalizado. Observando-se os fundamentos de sua concepção, torna-se imperativa a necessidade de ajustes de engenharia.

As tabelas de custos ajustados possibilitam adequação à rea­lidade das obras convencionais e podem estabelecer uma nova relação de confiabilidade recíproca, entre contratantes, construtores e instituições de fiscalização e auditoria.

Cada modelo de cálculo orçamentário traz consigo um grau de confiabilidade. O mercado tem se apropriado das estimativas de custos e das tabelas de custos padrão, com o vício da utilização impertinente e imediatista. A engenharia de custos aponta para a necessidade de correção dessa distorção, possibilitando que os instrumentos sejam utilizados, dentro de seu espaço de confiabilidade, conduzindo a controvérsia do custo de obras públicas, para demonstrações justas e transparentes.

 

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