Vencedora do 5º Prêmio PINI Incorporadora do Ano, JHSF amplia investimentos no segmento de renda recorrente para garantir previsibilidade no fluxo de caixa | Construção Mercado

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PRÊMIO PINI - INCORPORADORA DO ANO

Vencedora do 5º Prêmio PINI Incorporadora do Ano, JHSF amplia investimentos no segmento de renda recorrente para garantir previsibilidade no fluxo de caixa

Por Aline Mariane
Edição 161 - Dezembro/2014

DIVULGAÇÃO: JHSF

Inaugurado em outubro, Catarina Fashion Outlet já conta com mais de 100 lojas
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Cidade Jardim Corporate Center: JHSF consolida atuação no segmento de renda recorrente

Apesar do desaquecimento do mercado imobiliário, a JHSF, vencedora da quinta edição do Prêmio PINI Incorporadora do Ano, fechou 2013 com lucro líquido de R$ 319,9 milhões - alta de 13% em relação a 2012. Os resultados alcançados no ano passado - que, analisados juntamente com os dados referentes a 2011 e 2012, fundamentaram a premiação - deveram-se, em grande parte, às atividades do segmento de renda recorrente.

A aposta que a empresa fez nessa divisão há cerca de quatro anos, expandindo, sobretudo, sua atuação com shopping centers, fez dobrar a receita bruta do segmento em 2013, em comparação com 2012.

"As atividades de renda recorrente, embora demandem investimentos maiores no início do processo, possibilitam mais previsibilidade no fluxo de caixa da companhia", destaca Eduardo Camara, presidente da JHSF.

Desde que criou o shopping Santa Cruz, em São Paulo, há 15 anos, a empresa vem se especializando no segmento. A experiência obtida de lá para cá permitiu que a JHSF buscasse ampliar sua atuação no ramo e apostasse nele para reforçar seus resultados operacionais.

"Ao longo dos anos, a empresa se capacitou a desenvolver esse tipo de projeto. Tivemos que nos especializar na identificação de oportunidades, concepção de produto, execução e locação", pontua Camara.

Para Felipe Silveira, analista de investimento da Coinvalores, a transição da incorporadora para uma atuação mais expressiva com atividades voltadas à renda recorrente será positiva, no longo prazo. "A empresa tinha resultados robustos provenientes de incorporação e, de alguns anos para cá, esses resultados tiveram queda, por conta da conjuntura. Os papéis da JHSF têm sofrido bastante nessa fase de transição, mas, na nossa visão, a perspectiva de longo prazo é bastante positiva", afirma.

A JHSF tem em operação, atualmente, o shopping Cidade Jardim, em São Paulo; o shopping Bela Vista, em Salvador; o shopping Metrô Tucuruvi, inaugurado em São Paulo em abril de 2013; o shopping Ponta Negra, em Manaus, inaugurado em agosto de 2013; e o Catarina Fashion Outlet, inaugurado em outubro de 2014, em São Roque (SP). O outlet compõe o Empreendimento Urbanístico Integrado Catarina, formado também pelo aeroporto executivo Catarina e pelas torres comerciais do Catarina Corporate Center.

Em relatório sobre os resultados da JHSF no quarto trimestre de 2013, divulgado em março de 2014, a BB Investimentos destacou o desempenho crescente do segmento, com concentração das receitas geradas no shopping Cidade Jardim (em volume correspondente a 38%, no período). Os analistas demonstraram-se "otimistas em relação à divisão de renda recorrente, principalmente os shoppings, que apresentaram um desempenho superior ao mercado, possuem baixa vacância e ainda devem crescer em ritmo forte, com possível elevação das margens decorrentes de ganhos de eficiência".

Em relatório de setembro de 2013 sobre a JHSF, a Coinvalores expôs análise semelhante, apontando que o negócio de renda recorrente "é menos volátil e mais perene", o que gera receita de modo "mais previsível do que a referente à incorporação de edifícios residenciais, por exemplo". De acordo com o relatório, "as margens consolidadas apresentam trajetória positiva nos próximos anos, haja vista as margens EBITDA de shoppings, em geral, que estão em cerca de 80%, bem acima da média das incorporadoras".

No segmento de incorporação, apostava a Coinvalores, "a rentabilidade [...] pode apresentar ligeira queda, mas ainda deve ser destaque no setor".

Projetos em desenvolvimento

O destaque mencionado talvez se deva ao foco da JHSF no mercado de alto padrão. De acordo com a Coinvalores, o mercado de luxo demonstrou resistir a períodos de turbulência econômica, com perspectivas de crescimento bem superiores à elevação do PIB brasileiro.

A aposta da companhia nesse mercado determina cuidados diferenciados na formatação de seus produtos. "Não vejo e não receitaria nenhuma mudança de foco da empresa. Nosso nicho é de altíssimo padrão, clientes de alta renda", afirma Eduardo Camara.

Nesse momento, a empresa está focada na entrega do residencial Vitra, que já está nos estágios finais da obra. No empreendimento haverá 14 apartamentos com plantas exclusivas, com metragem variando de 565 m² a 1.145 m². O projeto, que é assinado pelo arquiteto polonês naturalizado americano Daniel Libeskind, inclui um spa.

Para o fim do ano que vem, está prevista a entrega de outro edifício habitacional, o Residência Cidade Jardim. Com 100% de unidades vendidas, o empreendimento terá apartamentos de quatro ou cinco suítes e metragem de 714 m² a 1.815 m² de área privativa - cada um acompanhado por oito vagas de garagem.

"Também temos o Bosque Cidade Jardim, um loteamento no coração da Cidade Jardim, e alguns outros empreendimentos, todos com mais de 50% da sua comercialização e dentro do cronograma de realização", afirma Ricardo Guedes.

De acordo com o diretor, o mercado de luxo demanda atenção redobrada ao atendimento dos padrões estabelecidos em projeto. "De forma alguma pode ser admitida a entrega de um produto sem a qualidade que a ele está associada", ressalta. Isso se reflete já na escolha dos terrenos, selecionados exclusivamente em áreas nobres das cidades.


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