MRV é destaque de Comportamento com a Sociedade e o Meio Ambiente no 6º Prêmio PINI Incorporadora do Ano | Construção Mercado

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MRV é destaque de Comportamento com a Sociedade e o Meio Ambiente no 6º Prêmio PINI Incorporadora do Ano

Empresa trabalha com reciclagem de resíduos, uso racional de materiais e conscientização de moradores após entrega da obra

Por Wladimir DAndrade
Edição 175 - Fevereiro/2016
 

DIVULGAÇÃO: MRV
Adoção da laje içada permitiu economia de 158,5 mil m³ de madeira

Há alguns anos, a MRV Engenharia impulsionou uma série de iniciativas para adaptar seus projetos a exigências legais, corte de custos e acréscimo de valor à marca. As medidas vão desde a reutilização de resíduos da obra até a conscientização dos futuros moradores. O conjunto dessas ações garantiu à empresa a maior pontuação no quesito "Comportamento com a Sociedade e o Meio Ambiente", no 6o Prêmio PINI Incorporadora do Ano. "O cliente tem que ter a noção de que o seu bem está se valorizando ao longo do tempo. Para nós, isso é sustentabilidade", sintetiza o copresidente da MRV, Eduardo Fischer.

Uma das iniciativas de destaque foi a substituição da laje pré-moldada pela laje içada nos prédios com até cinco pavimentos. A troca resultou em uma economia de 158,5 mil m³ de madeira, o equivalente a 2,2 milhões de árvores, em um conjunto de 164 obras entregues entre janeiro de 2011 e dezembro de 2014. A laje içada é feita no canteiro, numa linha de montagem que utiliza fôrma metálica ajustável e concreto para fabricar painéis de acordo com o tamanho do cômodo. Em seguida, a laje é levantada por guindastes para o topo da estrutura de alvenaria, sem a necessidade de madeira para a contenção do concreto em volta e o escoramento.

Ao adotar esta solução, a empresa registrou ganhos entre 20% e 30% no tempo destinado à estrutura em relação à laje pré-moldada - viga de concreto apoiada sobre alvenaria, com tijolos de cerâmica ou isopor para o enchimento. "A parte estrutural, que antes levaria de oito a nove meses, é feita em seis meses", afirma o gestor executivo de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da MRV, José Luiz Fonseca.

 

A MRV também adotou um sistema de reúso de resíduos gerados nas obras, especialmente os de classe A, como são agrupados: terra em geral, areia, brita, resto de concreto e argamassa. O que antes ia para aterros hoje se transforma em chapéu de muro, base e sub-base do asfalto de vias, paralelepípedos, pisos de calçadas, caixa de passagens de concreto, tampas e graute. A economia com o reaproveitamento e a redução de caçambas chega a R$ 5 milhões por ano, montante que compensa a despesa para a compra de britador, moinho e betoneira.

"Em 2010, iniciamos um projeto piloto em Belo Horizonte para atender uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para segregação do entulho e começamos a enxergar o potencial de reaproveitamento", lembra Fonseca. Segundo ele, a MRV consegue reciclar 60% dos resíduos gerados numa obra. "Em 2014, conseguimos que todos os canteiros tivessem um programa de gestão de resíduo. Hoje, todos os projetos nascem com esse programa."

Algumas das iniciativas perduram mesmo após a entrega das moradias. Os clientes recebem as chaves com o condomínio equipado com coletores de lixo reciclável e não reciclável, pilhas, lâmpadas e óleo vegetal. Além disso, cada morador recebe uma cartilha sobre reciclagem e uso racional de energia e água. O síndico, por sua vez, recebe treinamento de práticas sustentáveis ministrado pela MRV. "Temos que preparar o morador e o síndico com o foco de valorização do investimento", explica Fischer.