BIM, realidade virtual e laser scanner terrestre (LST) podem diminuir em até 30% os custos de uma obra | Construção Mercado

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Realidade aumentada

BIM, realidade virtual e laser scanner terrestre (LST) podem diminuir em até 30% os custos de uma obra

Soluções tecnológicas estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil, oferecendo detalhes sobre a obra, antecipando e prevenindo problemas

Por Alexandra Gonsalez
Edição 185 - Novembro/2016
 

DREAMSTIME

Imagine entrar em um terreno vazio e, com apenas um tablet na mão, conseguir mergulhar naquele ambiente já pronto, antecipando etapas, visualizando cada detalhe e tendo a possibilidade de proporcionar a otimização de processos. E o melhor: saber exatamente quanto tudo irá custar, desde o projeto até a manutenção da edificação. Isso já é possível com o avanço tecnológico na construção civil através de ferramentas de realidade virtual (RV) e suas aplicações, como a realidade aumentada (RA), o building information modeling (BIM) e o laser scanner terrestre (LST).

De acordo com os especialistas, o uso dessas tecnologias pode chegar a diminuir os custos em até 30%, além de proporcionar detalhes sobre a obra, antecipar e prevenir problemas. Entre elas, o BIM tem sido a mais popular no Brasil em diversos segmentos da construção civil, com ampla utilização nas grandes construtoras. Alexandre Couso, diretor da Edalco, afirma que um dos princípios do BIM é a otimização e a integração dos processos. 'Todo o intercâmbio de dados está conectado e integrado', diz. Dessa forma, explica, as perdas que existem nos processos convencionais são minimizadas, uma vez que tudo está acoplado a apenas um modelo tridimensional e parametrizado da edificação.

Em relação às outras tecnologias, Alexandre Couso afirma que a RA pode ser usada na fase comercial para visualização das plantas em 3D, ou até mesmo nos pontos de venda de imóveis com a utilização de óculos de RV. Na obra, é possível utilizar o recurso de laser scanning no caso de reformas ou retrofit. 'A construção é mapeada por uma nuvem de pontos, gerando o modelo e permitindo que se projete em cima do molde existente', afirma. Segundo o diretor da Edalco, após a obra, na fase de manutenção, a RA pode ser usada no gerenciamento de facilities através de aplicativos que integram o modelo à posição espacial do usuário, facilitando a visualização de instalações e o acesso às informações agregadas em cada uma delas. 'Tudo isso somado resulta em redução de custos, pois os processos são aprimorados conforme a demanda. Evitamos retrabalho e diminuimos significativamente a perda de dados', conclui.

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