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Especialistas responsabilizam cerâmica via seca pela falta de adesão de revestimento em obras

Levantamento sobre desplacamento e comparações com bom desempenho da cerâmica via úmida contribuíram para a decisão

Por Rosa Symanski
Edição 185 - Novembro/2016
 

O Sinduscon-SP está aconselhando as construtoras de seu Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) a não comprarem a cerâmica via seca. A orientação tem por trás as suspeitas de que o desplacamento cerâmico pode estar sendo promovido por este tipo de produto. 'O fato é que há casos registrados de que, quando se coloca cerâmica via seca no banheiro, por exemplo, e a via úmida na cozinha só se vê a cerâmica via seca descolando', aponta Paulo Sanchez, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade da entidade. O Sinduscon-SP começou a realizar ações junto aos fabricantes de cerâmica sobre as razões do descolamento. 'É um problema endêmico que está acontecendo no Brasil inteiro', observa.

Sanchez também descarta uma das hipóteses que estaria sendo atribuída ao desplacamento cerâmico: falhas na mão de obra. 'Essa suposição de que a mão de obra poderia ser a causa caiu por terra a partir do momento em que chegaram até nós diversos casos envolvendo a cerâmica de via seca. Uma pesquisa também detectou que, em 100% dos casos desta patologia, as cerâmicas que desplacaram eram dessa natureza', constata.

MARCELO SCADAROLI
Diversas variáveis interferem na qualidade do revestimento: tipo de estrutura, base, presença ou não de emboço, tipo de argamassa utilizada, método de execução e condições climáticas, entre outros.

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