Bastidores da construção | Construção Mercado

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Bastidores da construção

Edição 187 - Fevereiro/2017
 

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O ex-ministro Delfim Netto e o presidente da Abecip, Gilberto Duarte, participam de mesa-redonda sobre os rumos da economia no Secovi-SP

Dois convites para 2017
A FIABCI-Brasil (Federação Internacional Imobiliária) e o Secovi-SP realizaram uma mesa-redonda para debater sobre os rumos da economia, da política e do setor imobiliário. Entre os palestrantes, o ex-ministro Delfim Netto e o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Gilberto Duarte. Apesar da recessão, o discurso foi de esperança, considerando o potencial que o mercado imobiliário brasileiro possui. Hoje, 80% da população do país está em áreas urbanas que têm carência de novos imóveis. Além disso, a população que está envelhecendo aponta o futuro, já que novos imóveis, adaptados a essa nova fase da vida, serão necessários. Para Delfim Netto, o Brasil já realizou todas as experiências políticas existentes e conseguiu manter suas instituições. Porém, o economista foi menos otimista do que os colegas ao afirmar que 'o ano 2017 só existirá em um cenário mais tranquilo se o construirmos'. Em sua última Coluna Secovi do ano, o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, enfatizou: 'Temos de destravar a produção para recuperar o emprego e gerar renda. Se o juro alto não pode continuar, temos de pressionar, mas não só nas ruas. Precisamos ir lá, no Congresso, no Palácio do Planalto'.

Tendência global
Durante palestra ocorrida no ano passado, em São Paulo, o engenheiro Roger Flanagan, um dos maiores especialistas em internacionalização de projetos do mundo, chamou a atenção para três pontos. Alertou para as profundas mudanças que estão ocorrendo no planeta, diante da maior competitividade entre as empresas e da onda global de combate à corrupção; destacou o mapa dos investimentos em construção ao redor do mundo, onde se destaca a China, mas Europa e Estados Unidos não ficam muito atrás; e considerou que, em projetos de infraestrutura, a tendência mundial são a privatização e as parcerias público-privadas.

O Brasil lá fora
Segundo o engenheiro Ercio Thomaz, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), as grandes empresas nacionais (aquelas envolvidas na Lava-Jato) têm plena capacidade técnica e gerencial para atuar no exterior. 'Todavia, antes disso, há a necessidade de um longo trabalho de recuperação da imagem, profundamente arranhada pelos últimos acontecimentos', afirma.

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