Proteção garantida | Construção Mercado

Editorial

Proteção garantida

Edição 187 - Fevereiro/2017
 

Marília Muylaert

Blindar contra sinistros que podem atravancar e até inviabilizar a obra é função dos seguros. Diante do cenário econômico brasileiro, está mais difícil contratar esse tipo de serviço. Numa época de vacas magras, no entanto, é fundamental garantir a continuidade da obra e, principalmente, evitar despesas com funcionários e terceiros que eventualmente possam causar atrasos e prejuízos às empreiteiras e construtoras.

A reportagem de capa desta edição apresenta as principais modalidades de seguro que podem garantir essa tranquilidade em tempos de estagnação. Mas prepare-se: conseguir a aprovação das seguradoras está mais complicado. Por isso, neste momento é fundamental manter o histórico da empresa em ordem, para que as apólices sejam bem dimensionadas e de fato ofereçam a proteção necessária.

Embora ainda lenta, a recuperação econômica começa a mostrar seus primeiros sinais. Após 16 meses em queda, a venda de imóveis subiu 10% em novembro de 2016 em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados recém-divulgados pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), que reúne grandes incorporadoras, e pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Embora o acumulado do ano ainda seja negativo, cerca de 8,8 % a menos em relação a 2015, é um alento para o setor.

[A reportagem de capa desta edição apresenta as principais modalidades de seguro que podem garantir tranquilidade em tempos difíceis. Mas prepare-se: conseguir a aprovação das seguradoras está mais complicado.]

Quem compartilha esta visão positiva, embora tímida, para 2017 é Luiz Henrique Ceotto, managing director de design and construction da Tishman Speyer. Para o executivo, "as mudanças já realizadas [na economia pelo governo Temer], se prosseguirem, farão com que o país inicie um novo ciclo virtuoso em mais dois anos. As críticas à corrupção, ao sistema de Justiça e o clamor por mudanças nas bases do país darão a motivação necessária para provocar uma fase de prosperidade que se manifestará ainda em 2017".

Embora continuem em níveis elevados, os distratos (desistência do imóvel pelo comprador) tiveram pequena redução no final de 2016. No ritmo atual de vendas, o estoque demorará um ano para chegar a um nível adequado a fim de viabilizar a retomada de lançamento de novos empreendimentos.

A onda de esperança pelo retorno do crescimento ainda este ano é visível em todo o Brasil. Na região Nordeste, conforme nossa reportagem de Raio-X, é possível sentir esse clima em Salvador e João Pessoa, que depositam as fichas para o crescimento em 2017 nos imóveis de alto padrão.

Acreditar na melhora do cenário econômico brasileiro é o impulso que precisamos para sair da inércia da crise. Que os bons ventos voltem a soprar! Boa leitura.

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