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Construtores sofrem impacto do desaquecimento industrial na região do ABC Paulista

Região tem grandes estoques de empreendimentos nas classes A e B, e déficit habitacional em edificações populares

Alexandra Gonsalez
Edição 190 - Maio/2017
São Bernardo do Campo: desaceleração da atividade industrial afeta construtoras e agrava crise no setor imobiliário da região

 

Aregião do ABC Paulista faz parte da área metropolitana da cidade de São Paulo e é formada por: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Juntos, os municípios somam uma população de pouco mais de 2,7 milhões de habitantes, segundo o censo do IBGE 2016. O mais populoso é São Bernardo do Campo, com cerca de 822 mil moradores, e o menor, Rio Grande da Serra, com 48 mil.

Cada uma dessas localidades tem características bastante peculiares. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra fazem parte de uma área de mananciais e ainda mantêm atividades rurais em suas franjas, com grandes restrições construtivas. São Caetano é a menor de todas, com apenas 15 km2 , e lidera, desde 2010, o ranking do seleto grupo de cidades brasileiras com nível considerado muito alto no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado pelo Pnud, órgão das Nações Unidas.

São Bernardo e Santo André, por sua vez, têm a economia fortemente lastreada na indústria, especialmente no setor automobilístico e seus insumos. Hoje, ambas precisam lidar com as consequências de um adensamento populacional desordenado, que vem ocorrendo desde a década de 1980, quando a região começou a atrair muitos trabalhadores em busca de oportunidades nas montadoras. O mesmo fenômeno se repetiu em Diadema e Mauá, com espaços significativos preenchidos por moradias irregulares. De acordo com o Diagnóstico Habitacional do Grande ABC, elaborado pelo Consórcio Intermunicipal em parceria com a Universidade Federal do ABC (Ufabc), em setembro de 2016, pelo menos um quarto dos 744,5 mil domicílios da região foi construído em locais precários. Segundo o estudo, São Caetano é a única cidade do ABC que não tem moradias irregulares.

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