Piso intertravado | Construção Mercado

Debates Técnicos

Área externa

Piso intertravado

Pavimento permeável surgiu no Brasil há uma década, mas ainda é mal explorado. Para isso, é preciso que arquitetos e paisagistas elaborem projetos de estrutura do piso com especificações detalhadas e, sobretudo, que as empresas fabricantes aprimorem as técnicas de instalação

Gustavo Curcio e Lidice-Bá
Edição 190 - Maio/2017
MARCELO SCANDAROLI

Cada ponto de alagamento na cidade de São Paulo significa uma perda de cerca de 1 milhão de reais para o PIB brasileiro. No total, são desperdiçados mais de 700 milhões de reais por ano no país com essa questão. Colaborar na prevenção de enchentes é um dos benefícios do piso intertravado permeável, uma evolução do pavimento intertravado comum, já consolidado no mercado. Também chamado de piso drenante, ele surgiu no país há uma década e seu uso vem crescendo até mesmo por causa da exigência da taxa de área permeável de solo - o percentual mínimo da área do lote onde é proibida a impermeabilização por pavimentação ou edificação (em São Paulo ela é de 15% do total do terreno).

'Nossas obras começaram a demandar o pavimento permeável nos últimos anos e hoje ele representa quase 30% da nossa produção de piso intertravado', diz o engenheiro Marcos Barral, da Oterprem. 'Agora estamos implantando seminários de capacitação para as prefeituras e entidades diversas, para explicar o que é pavimento permeável', pontua o arquiteto Carlos Alberto Tauil, consultor da BlocoBrasil (Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto). Além deles, convidamos representantes da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e de quatro empresas para debater sobre o cenário atual desse mercado. A seguir, os principais trechos da conversa.

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