Construtoras acreditam em melhora nas vendas de imóveis e no valor do metro quadrado em Goiânia, Brasília e cidades-satélite do Distrito Federal | Construção Mercado

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Construtoras acreditam em melhora nas vendas de imóveis e no valor do metro quadrado em Goiânia, Brasília e cidades-satélite do Distrito Federal

A redução progressiva nos estoques é um dos fatores que inspiram confiança e novos empreendimentos já começam a sair do papel

Alexandra Gonsalez
Edição 191 - Junho/2017
Vista aérea do Plano-Piloto e entorno da capital federal

Em maio deste ano, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Senai Nacional, divulgou o primeiro indicador nacional do país que mede a evolução dos lançamentos e vendas no mercado imobiliário. A partir de agora, a variedade e dispersão da oferta passarão a ser analisadas trimestralmente pela entidade. O estudo foi apresentado no Encontro de Informações Estratégicas para o Mercado Imobiliário, realizado pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, em conjunto com o Secovi-SP. A pesquisa mapeou 20 entidades nas principais cidades e regiões metropolitanas brasileiras. Os municípios analisados representam aproximadamente 40% do PIB nacional e 35% do potencial de consumo. Os dados mostram que foram lançados 59,3 mil moradias no país em 2016, enquanto as vendas líquidas atingiram 72,6 mil unidades. No fim do ano passado, havia 129,2 mil apartamentos novos à venda, uma queda de 5,9 mil unidades (4,5%) em relação ao começo de 2017.

A pesquisa aponta que novos negócios começam a tomar fôlego este ano para se concretizar em 2018. Isso vai ao encontro do estudo da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), de março de 2017, que registrou elevação nas vendas de imóveis residenciais novos no Distrito Federal em fevereiro. O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) no segundo mês do ano foi de 7%, o maior da série histórica da pesquisa mensal realizada por Ademi-DF, Sinduscon-DF e Sebrae-DF, desde janeiro de 2015. O setor imobiliário leva em conta que um IVV na casa dos 5% representa uma velocidade adequada para a venda de um empreendimento imobiliário.

O aquecimento veio acompanhado de uma elevação no valor médio do preço do metro quadrado ofertado. Em fevereiro, a Asa Norte registrou o maior valor de oferta: R$ 14.812; o mais baixo foi em Santa Maria, por R$ 2.558. O valor médio do metro quadrado no Distrito Federal em janeiro ficou em R$ 8.346, um aumento de mais de 5% em relação a janeiro de 2016. Além disso, de acordo com dados divulgados pela Caixa Econômica Federal (CEF), cresceu a demanda por crédito imobiliário no Plano-Piloto. Em fevereiro de 2017, as simulações e empréstimo realizadas no site da instituição, feitas por CPF único, foram superiores a 245 mil pessoas, o que mostra uma condição latente de mercado.

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