Em meio à estagnação do mercado, construtoras incorporam aos projetos objetos de desejo para atrair novos consumidores | Construção Mercado

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Em meio à estagnação do mercado, construtoras incorporam aos projetos objetos de desejo para atrair novos consumidores

Não faltam conceitos, formatos e ideias fora da caixa para exemplificar a tentativa de oferecer algo inovador. Construtoras de duas regiões do país mostram como equilibrar essa equação e apontam possíveis tendências para o futuro

Alexandra Gonsalez
Edição 191 - Junho/2017
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'É preciso pensar na vocação de um local antes de lançar um empreendimento, levando em conta a oferta de terrenos, o gabarito e o aproveitamento da área.'
Fabio Villas-Bôas, conselheiro do Sinduscon-SP e coordenador do Comitê de Meio Ambiente (Comasp)

A aquisição de um imóvel costuma ter uma relação direta com o ciclo de vida do consumidor. Fabio Villas-Bôas, conselheiro do Sinduscon-SP e coordenador do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) na mesma instituição, afirma que os principais motivos que levam alguém a buscar uma unidade residencial, seja a primeira, seja uma troca, geralmente estão relacionados a variáveis como casamento, aumento da família, carreira em ascensão, fim de uma união, saída dos filhos de casa, mais carros na garagem.

Atualmente, a tecnologia tem contribuído para ajudar o comprador na busca de um apartamento dos sonhos, deixando-o mais independente do corretor imobiliário para obter as referências necessárias sobre o imóvel. Com dois cliques é possível encontrar lançamentos nos bairros desejados, obter informações sobre financiamento, fazer visitas virtuais e simular alterações em plantas. Além das possibilidades de conseguir todos os dados da unidade sem sair de casa, o cliente em potencial também pode observar com mais atenção detalhes dos estilos arquitetônicos.

No fim da década de 90 e início dos anos 2000, o estilo 'neoclássico bege' se disseminou por grande parte das construções brasileiras e passou a ser praticamente um padrão do mercado dali por diante. Na década seguinte, as varandas gourmets despontaram como uma unanimidade, especialmente nas edificações de alto padrão. Curiosamente, essa extensão da sala não é um modismo, mas sim uma solução de projeto. 'Há regras que consideram a varanda como área não computável, para efeito de aplicação da legislação envolvendo o potencial construtivo', explica o conselheiro do Sinduscon-SP. Para Villas-Bôas, a solução aplicada em alguns modelos de projeto acabou agradando incorporadoras e consumidores. 'Nosso negócio tem a característica de ''efeito manada''. Quando uma fórmula tem sucesso, todos a copiam.'

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