Simbiose nos projetos: o equilíbrio entre a arquitetura e a engenharia | Construção Mercado

Entrevista

Jorge Königsberger

Simbiose nos projetos: o equilíbrio entre a arquitetura e a engenharia

Para arquiteto, o resultado positivo em uma edificação é sempre fruto de uma sinergia eficaz entre projeto e obra. As práticas modernas de gestão integrada superam e inibem eventuais diferenças

Alexandra Gonsalez
Edição 191 - Junho/2017
Acervo pessoal

O arquiteto paulistano Jorge Königsberger abriu seu escritório em 1971, recém-diplomado em arquitetura pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Pouco tempo depois, ele aceitou como estagiário o estudante da FAU-USP Gianfranco Vannucchi, italiano, que chegou à capital paulista na infância. Ao se graduar, em 1975, Vannucchi passa a ser sócio, e ambos iniciam uma longa parceria no escritório localizado na Avenida Eng. Luiz Carlos Berrini, no Brooklin. Há quatro décadas, Königsberger Vannucchi tem sido referência na arquitetura de edifícios comerciais, em multiuse projects e na nacionalização de projetos.

Nessa rica trajetória, os sócios desenvolveram mais de 1.000 planos arquitetônicos. E graças à excelência dos trabalhos conquistaram prêmios significativos, como IAB, Asbea, Secovi, de design da Associação Paulista de Críticos de Arte, da Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires e o Prix D'Excellence da Fiabci. Königsberger também já presidiu a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea) e, em 2004, publicou o livro O Arquiteto e as Leis - Manual Jurídico, para arquitetos, juntamente com a advogada Lízia Manhães de Almeida. A publicação oferece todas as orientações jurídicas sobre regulamentação da profissão, responsabilidade legal do arquiteto, direitos autorais e diretrizes contratuais. Atualmente, os desafios continuam em um momento que Jorge Königsberger considera 'de mudanças profundas para a arquitetura'. Ele acredita que a partir de agora teremos um mercado mais competitivo, técnico, ético, ambientalmente consciente. 'E também mais criativo, porque a realidade vai exigir', afirma. Para ele, arquitetura e engenharia terão uma simbiose ainda maior nos projetos do futuro.

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