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Estoques de imóveis oscilam em Maceió, Natal e Recife, mas empresários observam com cautela o pequeno aumento nas vendas

Para retomar os lançamentos, empresários das três capitais do Nordeste esperam com ansiedade a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, ambas em trâmite no Congresso Nacional

Alexandra Gonsalez
Edição 192 - Julho/2017
Fotomontagem de empreendimento da EC Engenharia, na capital do Rio Grande do Norte

No fim de maio foi realizado em Brasília o 89o Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Durante o evento foi apresentado aos empresários do setor um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), sob encomenda do Sinduscon-SP, a partir da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), do IBGE, realizada anualmente. O documento indicou números preocupantes. Ele mostrou que o déficit habitacional cresceu no Brasil, apesar de oito anos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), do governo federal. Em 2015, a falta de moradias registrou aumento de 2,7% em relação a 2014 - ou seja, 202.000 domicílios a menos do que o necessário. Os dados configuram o terceiro ano de piora nas carências habitacionais, alcançando 7,7 milhões de pessoas que vivem de maneira precária no país.

A pesquisa também apontou que, em 2014, a taxa de formação de famílias foi de 2,7%, para 1,48%, em 2015. Por sua vez, o crescimento do estoque de domicílios também diminuiu, passando de 2,9%, em 2014, para 1,56%, em 2015. Para o cálculo do déficit habitacional foram considerados os conceitos da Fundação João Pinheiro, de Minas Gerais. Segundo a metodologia do instituto, a deficiência é formada a partir de quatro características principais: domicílios precários, coabitação familiar, ônus excessivo com aluguel urbano e adensamento exagerado de domicílios alugados. De acordo com o estudo, as regiões Sudeste e Nordeste são as mais atingidas pelo problema.

Em Maceió, Alfredo Brêda, presidente do Sinduscon-AL, afirma que assim como em todo o país, Alagoas também vem passando por uma fase de muitas dificuldades, com aumento nos custos e diminuição dos preços de venda de imóveis. 'Além disso, enfrentamos uma queda significativa no número de lançamentos a partir de 2015, quadro que piorou em 2016', afirma. De acordo com Brêda, o preço médio do metro quadrado privativo residencial previsto para o trimestre vai girar em torno de R$ 3.000 para imóveisdestinados à classe C; R$ 5.000 para a classe B e R$ 10.000 para a classe A, com a possibilidade de ter custo adicional para alguns tipos de unidades à beira-mar.

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