Impermeabilização in loco | Construção Mercado

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Umidade

Impermeabilização in loco

De cada dez obras do sistema executadas atualmente, sete são solicitadas para resolver patologias. Para mudar essa realidade e cumprir sua verdadeira função - proteger uma obra saudável -, a técnica terá um longo caminho a percorrer no Brasil, começando pelas universidades

Gustavo Curcio e Lidice-Bá
Edição 192 - Julho/2017
DIVULGAÇÃO/DENVERLAJE

Impermeabilizar significa proteger as superfícies de concreto (ou de outros materiais) de diferentes ataques, sejam eles provenientes do solo, da atmosfera ou da água. Por mais básico que possa parecer, definir essa etapa da construção civil ainda se faz necessário atualmente no Brasil. 'Nesse mercado, é comum achar que a impermeabilização é responsável por resolver uma patologia da construção, mas na realidade a técnica deve ser aplicada sobre uma obra sã, sobre um concreto são, sobre uma base muito bem-feita', enfatiza a engenheira civil Maria Amélia Silveira, gestora do CB22, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Os fabricantes produzem diversas soluções para atender as diferentes necessidades do mercado. Há desde pinturas que substituem o cobrimento de concreto até sistemas capazes de resistir a severos ataques químicos. Com a crise econômica do país, enquanto as grandes empreiteiras lidam com o esvaziamento das obras, as pequenas e médias construtoras estão crescendo e ganhando esse mercado, principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste. 'Tivemos uma mudança estratégica, que foi abrir mão um pouquinho do mercado habitacional para atender ao mercado varejista. Não são novas construções, mas a manutenção das existentes, especialmente reformas', conta Ricardo Faria, coordenador técnico da Vedacit.

Para desenvolver esse mercado nacionalmente, as empresas vêm apostando na criação de material didático, que é colocado à disposição dos clientes em seus próprios sites ou nas redes sociais como Facebook e Youtube. Reunimos as engenheiras civis Maria Amélia Silveira e Fabiola Rago Beltrame, professora da Escola de Engenharia do Mackenzie, além de representantes de cinco empresas do ramo, como a Vedacit, para contar um pouco mais sobre o momento atual desse mercado. Veja os principais trechos dessa conversa.

MARÍLIA MUYLAERT

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