Norma baliza projeto e procedimentos para montagem de drywall | Construção Mercado

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Norma baliza projeto e procedimentos para montagem de drywall

Norma de projeto e procedimentos de montagem de chapas de gesso acartonado entra em vigor neste mês

Edição 99 - Outubro/2009

Marcelo Scandaroli
De acordo com o cronograma previsto no PSQ (Programa Setorial da Qualidade) de chapas de gesso para drywall, a regulamentação total do sistema só seria alcançada em 2012. No entanto, já está em fase de impressão - e entra em vigor em 4 de outubro - o texto da ABNT NBR 15758:2009 - Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall - Projeto e Procedimentos Executivos para Montagem.

Isso significa, de acordo com o gerente do referido PSQ, Carlos Roberto de Luca, que agora todos os componentes e exigências para a correta execução do sistema estão padronizados e cobertos pela nova norma. Até então, as orientações para montagem eram passadas por meio de manuais desenvolvidos pelos fornecedores e pela Associação Drywall (Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall).

Apenas as chapas de gesso e os perfis contavam com normalização junto à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A tendência, segundo De Luca, era que fossem lançadas normas individuais para os demais componentes e, por fim, para a execução. Mas esse procedimento demoraria muito. "Há alguns anos o próprio mercado vem, cada vez mais, aceitando e demandando normas", explica.

Para De Luca, o setor passou a contar com o mais importante instrumento de orientação para uso da tecnologia. "Não foi fácil alcançar esse nível. Tivemos que acompanhar o desenvolvimento dos materiais junto aos fornecedores", conta. A NBR 15758 divide-se em três partes. A primeira estabelece requisitos para sistemas usados como parede. A segunda refere-se a forros e a última a revestimentos. As duas normas já existentes foram revisadas recentemente e continuam válidas.

 

Avaliação de imóveis

A atual revisão da "NBR 14653-2 - Avaliação de Bens - Parte 2: Imóveis Urbanos" apresenta, à consulta pública, três técnicas avaliatórias e uma nova forma para composição de laudos técnicos. Conforme explica Sérgio Antão Paiva, secretário da comissão de estudos das normas de avaliação da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o novo texto é uma evolução natural. "São técnicas que tinham sido citadas na norma anterior e que agora estão mais bem detalhadas, mas ainda sem obrigatoriedade de utilização", conta.

Ele se refere aos anexos informativos das técnicas para aplicação de métodos comparativos de avaliação: regressão espacial; redes neurais; e análise envoltória de dados. As três já eram citadas na versão anterior do texto, mas sem o detalhamento que consta dessa. "É preciso que os avaliadores passem a utilizar as técnicas para verificar eventual obrigatoriedade", diz. As técnicas citadas no texto em vigência até então - homogeneização por fatores e regressão linear - continuam valendo.

A modernização do texto traz também a criação da especificação geral para laudos de avaliação. De acordo com Paiva, a proposta é fundir em uma única tabela todos os critérios de fundamentação de avaliação com o objetivo de facilitar e padronizar a composição dos laudos apresentados pelos avaliadores. Ele revela que há a intenção de se revisar as outras duas partes da norma, mas que ainda não existem datas definidas para o início dos trabalhos.

 

Atualizações ABNT