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Apesar de ritmo menor, demissões na construção civil brasileira seguem em abril

Pesquisa do SindusCon-SP mostra que houve uma redução de 0,04% no número de empregos na comparação com março. Regiões Sul e Centro-Oeste cresceram

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
19/Junho/2017
Shutterstock

O emprego no setor da construção encerrou abril com recuo de 0,04% em relação a março, número equivalente ao encerramento de 874 vagas em todo o País. Se comparado ao mesmo período de 2016, houve uma diminuição de 12,94%. Os dados foram divulgados na última semana pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com base nas informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Apesar de em ritmo menor - no último mês a taxa havia sido de 0,40% -, a queda é a 31ª consecutiva, sendo que a primeira variação negativa aconteceu em outubro de 2014. Nesse período, o estoque de trabalhadores empregados na construção civil brasileira passou de 3,57 milhões para 2,47 milhões.

Em abril, foram registradas demissões nos segmentos de Obras de Instalação (-0,67%) e Imobiliário (-0,33%) enquanto houve alta em Infraestrutura (0,89%) e Preparação de Terreno (0,29%). No período de 12 meses, as maiores quedas foram Imobiliário (-16,17%), Obras de acabamento (-13,50%) e Infraestrutura (-13,10%).

Na análise por região do País, apresentaram queda no quarto mês do ano Norte (-1,05%), Nordeste (-0,53%) e Sudeste (-0,08%). Por outro lado, houve crescimento no emprego nas regiões Sul (0,26%) e Centro-Oeste (1,61%).

Na região Sudeste, as quedas foram no Rio de Janeiro (-0,65%) e em São Paulo (-0,05%), enquanto os estados do Espírito Santo e Minas Gerais registraram alta, com 0,79% e 0,17, respectivamente. Já no Norte, o Tocantins foi o único estado que apresentou alta (1,86%), enquanto Roraima (-2,80%) e Pará (-1,88%) apresentaram retração em abril.

Na região Nordeste as quedas ficaram no Piauí (-2,02%) e em Pernambuco (-1,20%). Houve alta no Maranhão (0,77%) e em Alagoas (0,38%). O Centro-Oeste apresentou recuo somente no Mato Grosso do Sul (-0,96%). O Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal encerraram o mês com 3,46%, 2,66% e 0,42%, respectivamente. No Sul todos os estados registraram alta, sendo a maior em Santa Catarina (0,51%), seguido pelo Paraná (0,19%) e Rio Grande do Sul (0,12%).

O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto acredita que a melhora do emprego no setor depende da aprovação da reforma trabalhista e previdenciária. "Se acontecerem, estas aprovações sinalizarão aos investidores que a política econômica de reequilíbrio das contas públicas e de estímulo à segurança jurídica nas relações trabalhistas segue firme, independentemente de quem esteja sentado na cadeira presidencial", diz.

São Paulo

No Estado de São Paulo, houve uma queda de 0,05% nas vagas de emprego no setor se comparado ao mês de março. O estoque de trabalhadores passou de 684,8 mil em março para 684,4 mil em abril. Nos últimos 12 meses, o recuso é de 11,67% ou 90.430 demissões, considerando a sazonalidade.

Houve queda nos segmentos Obras de instalação (-1,23%) e Incorporação de imóveis (-0,15%), enquanto apresentaram alta Preparação de terrenos (1,28%), Imobiliário (0,38%) e Engenharia e arquitetura (0,31%).

A capital representa 43,19% do total das vagas de empregos no setor, onde houve diminuição de 680 vagas (-0,23%) em relação a março. Recuo foi de 13,98% (-48.038 vagas) no período de 12 meses. Em relação as Regionais do SindusCon-SP, foram registradas altas em São José dos Campos (1,04%) e Bauru (0,53%), enquanto houve queda em Santos (-2,73%) e Presidente Prudente (-1,16%).