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Terreno chega a corresponder cerca de 35% do custo direto da obra em Curitiba

Diretor da Terrasse Engenharia e Construções aponta fatores importantes na hora da escolha das regiões que receberão novos empreendimentos

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
9/Junho/2017
Marcelo Scandaroli

O terreno compreende de 20% a 35% do custo direto de uma obra atualmente em Curitiba, no Paraná. Dessa forma, o diretor da Terrasse Engenharia e Construções, Jefferson Gomes da Cunha, defende que a escolha do local se torne mais criteriosa, considerando uma possível valorização da região com o passar do tempo.

Segundo ele, os principais pontos que agregam valor ao empreendimento, além do projeto arquitetônico e qualidade do acabamento, são: a relação da região com a fluidez viária, o silêncio, a insolação e ventilação, a segurança, arborização e a infraestrutura de comércio e demais serviços fundamentais para a conservação. "Têm bastante peso nessa avaliação a infraestrutura e a qualidade de vida que a região pode proporcionar ao morador. Nossa preferência é por ruas tranquilas, com baixo fluxo de veículos", diz Cunha.

Para a formação da carteira de terrenos da empresa são realizadas análises técnicas como a característica do solo, tipo de fundação, necessidade de contenção e impacto da edificação ao seu entorno. "Às vezes, o terreno tem um ótimo potencial de implantação quanto às características, mas o seu custo de implantação é muito alto o que pode encarecer demais o preço do imóvel para a venda em relação ao poder de compra do público-alvo", afirma.

Cunha apresenta os principais pontos a serem avaliados pelo comprador em relação a localização dos empreendimentos imobiliários, sendo um dos principais a fluidez viária, que permitirá ao comprador um acesso mais rápido e fácil aos seus destinos como casa, trabalho, escola dos filhos e a proximidade ao transporte público.

Outro fator relevante é a insolação do local. "Nós evitamos construir unidades com face sul, com menor incidência solar, ainda que isto não seja possível em todos os empreendimentos, para que todas as unidades tenham boa insolação, seja durante todo o dia, pela manhã ou à tarde. Entre altura e insolação, a preferência é pela face do sol", comenta o diretor.

Deve ser observada a ventilação também. "Tentamos posicionar os prédios em relação aos vizinhos de forma a tirar o melhor aproveitamento dos espaços vazios, o que impacta, por exemplo, no tamanho e no posicionamento das janelas e na escolha das esquadrias. Para verificar a ventilação e a insolação do apartamento, o ideal é o comprador visitar o imóvel em diferentes horários do dia", destaca.

Entre as áreas que apresentam menor disponibilidade de terrenos para novas obras em Curitiba, estão o Batel/Água Verde/ Seminário/Vila Izabel; Juvevê/Cabral/Ahú/Alto da XV e do Bigorrilho/Mussunguê (Ecoville). De acordo com o levantamento realizado pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), a região do Batel possui atualmente o maior valor médio do metro quadrado privativo para apartamentos de um, dois, três e quatro dormitórios com preço entre R$ 10.794,00 e R$ 13.729,00.