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Atividade da construção mineira volta a cair após quatro meses em recuperação

Apesar do desempenho ruim em maio, Sinduscon-MG e CNI apontam uma melhora do setor em relação ao mesmo período de 2016

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
10/Julho/2017
Shutterstock

Sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) mostra uma queda de 8,4 pontos na atividade da construção mineira em maio, na comparação com os 47,7 pontos obtidos em abril. O resultado de 39,3 pontos interrompe as quatro altas consecutivas do indicador.

Vale lembrar que na pesquisa os valores são medidos de zero a 100 pontos e números abaixo de 50 pontos indicam pequena atividade.

Ainda assim, segundo a pesquisa, o índice que mede a atividade do setor em Minas Gerais registrou um crescimento de 6,1 pontos nos cinco primeiros meses de 2017 e de 2,3 pontos na comparação com maio de 2016.

Já o nível de atividade das empresas da construção registrou queda no quinto mês do ano, totalizando 29,5 pontos. Mesmo com o recuo, o resultado é o melhor para o mês entre os últimos três anos. O índice de evolução do emprego caiu 9,2 pontos entre os meses de abril (48,7 pontos) e maio (39,5 pontos), mas apresentou alta 3,7 pontos na comparação com maio de 2016 e crescimento de 7,9 pontos nos primeiros cinco meses de 2017.

"Os resultados demonstram que apesar de todas as dificuldades do setor, o desempenho atual ainda é melhor do que o observado no ano passado", afirma Daniel Furletti, economista e coordenador do Sinduscon-MG.

A expectativa do nível de atividade da construção se manteve estável com 47,4 pontos em maio, frente a 47,1 pontos em junho. Na comparação com junho do ano anterior, a elevação foi de 8,1 pontos, enquanto no primeiro semestre deste ano, a alta foi de 6,0 pontos.

Em relação as expectativas de compras de insumos e matérias-primas, o índice registrou queda de 1,8 pontos na passagem de maio (46,5 pontos) para junho (44,7 pontos). Já o índice de expectativas de empregos no setor caiu 4,1 pontos, encerrando o mês de junho com 44,4 pontos. A expectativa dos empresários para novos empreendimentos e serviços nos próximos seis meses decresceu cerca de 3,7 pontos na comparação com maio (49,5 pontos) e junho (45,8 pontos).

A intenção de investimento registrou crescimento de 1,3 pontos na passagem de maio (28,2 pontos) para junho (29,5 pontos), representando baixa intenção de investimento nos próximos seis meses.