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Caixa estima alta de 30% nos financiamentos de imóveis até R$ 225 mil em 2016

Para diretor-executivo de Habitação do banco, moradias serão estimuladas com a terceira fase do Minha Casa Minha Vida

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
11/Janeiro/2016
Divulgação: EBC

O diretor-executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotonio Rezende, estimou crescimento de 30% nos financiamentos de imóveis até R$ 225 mil em 2016 em relação ao ano passado. As moradias mencionadas encontram-se nas faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, cujas contratações começaram na última segunda-feira (4). O volume de financiamento de 2015 foi 31% superior ao do ano anterior, segundo Rezende, já que na habitação social não houve restrição de oferta de recursos.

Os empréstimos com recursos do FGTS somaram R$ 37,9 bilhões até setembro do ano passado. Durante todo o ano de 2014, o valor chegou a R$ 40,9 bilhões.

A estimativa feita pelo diretor-executivo da Caixa já considera a demanda da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, que, dentre as suas inovações, contará com a faixa 1,5 para atender um maior número de pessoas de baixa renda que até então não eram contempladas.

O diretor ainda explica que, devido às condições da venda dos imóveis populares, nas quais o comprador está trocando o antigo aluguel pela prestação da casa própria, e, por isso, não muda de decisão na hora de comprar a casa, as grandes construtoras não têm problemas relacionados a estoque e a velocidade de venda.

Além disso, o limite de renda mensal dos beneficiários do Minha Casa Minha Vida subiu de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil na terceira etapa do programa. Isso, somado ao fato de que os valores máximos dos imóveis das faixas 2 e 3 sofreram reajustes, agora variando entre R$ 90 mil e R$ 225 mil, deve ajudar a impulsionar as vendas no segmento.

60% das 6,5 milhões de simulações de crédito imobiliário realizadas mensalmente no site da Caixa são para imóveis de até R$ 200 mil, acrescenta o banco. Elas servem de termômetro do mercado imobiliário relacionado ao Minha Casa Minha Vida desse ano. Segundo Rezende, "a tendência é que a demanda continue em alta com os ajustes do programa e a criação da faixa 1,5".