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CNI aponta que 65,5% da construção utiliza serviços terceirizados

Setor é o que tem a maior intenção de aumentar a contratação de prestadores do serviço na indústria

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
16/Março/2017
Shutterstock

Conforme a Sondagem Especial Terceirização divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última terça-feira (14), aproximadamente 63,1% das empresas industriais dos setores de transformação, extrativo e construção, utilizaram serviços terceirizados em 2016. Apesar de alto, esse número era ainda maior em 2014: 69,7%. O principal motivo para esse tipo de contratação, apontado por 88,9% dos entrevistados, é a redução de custos.

No setor da construção, 65,5% utiliza ou já utilizou serviços terceirizados nos últimos anos, comparado aos 71,3% da pesquisa anterior. O maior serviço solicitado foi de montagem e/ou manutenção de equipamentos, com 48,6% das empresas. Na indústria em geral, os tipos de serviços mais utilizados são relacionados a vigilância (51,8%), montagem de equipamento (51,1%) e logística de transportes (48,6%).

Ainda segundo a CNI 84% das empresas ouvidas planejam continuar com os serviços prestados ou aumentar a utilização nos próximos anos. A indústria da construção, inclusive, é o segmento com maior intenção de aumento da utilização de serviços terceirizados: 24%.

Apesar disso, a sondagem também indicou que para 67,6% da indústria, a insegurança jurídica e possíveis passivos trabalhistas são as maiores dificuldades enfrentadas por aqueles que contratam serviços terceirizados. Esse porcentual chega a 72,4% das empresas da indústria da construção.

A pesquisa revela que a demanda por estes serviços cresce conforme o porte da empresa, aproximadamente metade das empresas de porte pequeno utilizam a terceirização, sendo que o percentual se eleva para 66,3% considerando as empresas médias e 80,9% para as de porte grande. Ainda assim os percentuais estão abaixo dos registrados na pesquisa anterior.

Vale lembrar que o projeto que regulamenta a terceirização está para ser apreciado pela Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou a votação da matéria para o dia 21 de março.

A Sondagem ouviu 3.048 empresas, sendo 1.196 pequenas, 1.152 médias e 698 grandes, no período de 3 a 14 de outubro de 2016. Clique aqui e acesse os dados completos.