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Confiança de empresários da construção segue em queda em dezembro, diz FGV

Das empresas do setor, 60,9% afirmaram incerteza quanto aos investimentos nos próximos 12 meses

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
23/Dezembro/2016
Shutterstock

A confiança da construção caiu 0,8 ponto em dezembro, chegando a 71,6 pontos, o menor valor desde julho de 2016 (70,7 pontos). Os dados são do Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado nesta sexta-feira (23) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"A persistência de um nível de atividade ainda fraco e um ambiente com incertezas influencia as percepções dos empresários, fazendo com que predomine uma visão pessimista quanto à possibilidade de estancamento da crise no curto prazo", disse Itaiguara Bezerra, coordenador da Sondagem da Construção da FGV/IBRE.

Outros fatores que colaboraram para essa queda são o aumento do pessimismo em relação aos próximos meses e a avaliação quanto à situação atual, por exemplo. Quanto ao primeiro, o Índice de Expectativas (IE-CST) diminuiu 1,5 ponto, chegando, assim, aos 80 pontos. Compõem o índice quesitos como as perspectivas para a demanda nos próximos três meses seguintes, principal contribuição para a redução no mês, com baixa de 2,4 pontos, na margem.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou 0,1 ponto, atingindo os 63,7 pontos. Isso ocorreu, pelo segundo mês seguido, devida à influência do indicador que mede a situação atual da carteira de contratos, que apresentou retração de 0,2 ponto. A situação atual dos negócios, por sua vez, teve aumento no seu índice, com variação de 0,1 ponto na margem.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) também apresentou queda, de 1,1 ponto. Ele chegou a 63,1%, menor nível da série histórica da variável, iniciada em abril de 2013.

As empresas do setor da construção permanecem demonstrando incerteza, já que 60,9% delas consideram incerta a execução do programa de investimentos previstos para os próximos 12 meses. O número, registrado no quarto semestre de 2016, é 16,7 pontos maior que o do mesmo período do ano anterior.

"Apesar de existir alguma chance de retomada de concessões para obras de infraestrutura em 2017, o cenário político incerto mantém os empresários do setor cautelosos em relação à realização de investimentos nos próximos doze meses", conclui Bezerra.