Empresas da indústria de materiais de construção mostram-se mais otimistas em fevereiro, aponta Abramat | Construção Mercado

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Empresas da indústria de materiais de construção mostram-se mais otimistas em fevereiro, aponta Abramat

Empresários esperam um mercado interno e externo melhor, além de ações positivas do governo

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
3/Fevereiro/2017
Marcelo Scandaroli

O Termômetro da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat) divulgado nesta semana aponta que os materiais de construção devem apresentar um bom desempenho de vendas em fevereiro.

Entre os entrevistados, que compõem 70% das indústrias de materiais de construção do país, 18,5% esperam um desempenho bom do setor quanto ao mercado interno, e 63%, regular. Para o mesmo período, 14,8% têm esperanças de que seja ruim, e 3,7% de que seja muito ruim.

O resultado é positivo frente ao de janeiro, em que 37,1% consideraram o desempenho regular e 33,3% ruim, permanecendo a porcentagem de 18,5% de avaliações positivas. Isso demonstra que grande parte dos que julgaram o desempenho ruim em janeiro têm expectativas de que ele seja regular em fevereiro.

Em relação ao mercado externo, 31,2% das avaliações consideraram um desempenho bom para fevereiro, e 6,3%, bom. Dos entrevistados, 50% consideraram regular e 12,5%, ruim. O resultado aponta para o mesmo movimento observado nas opiniões quanto ao mercado interno, com menos pessimismo em relação ao mês de janeiro, que apresentou 25% de respostas "bom" e 18,7% de ruim, tendo o "regular" mantido estabilidade, com 50% das respostas.

O Termômetro Abramat ainda aponta para outras questões, como as expectativas das empresas sobre as ações do governo. Nesse quesito, o otimismo também aumentou: enquanto em dezembro apenas 12% das empresas tinham boas expectativas, esse número aumentou um pouco, para 15%, em janeiro.

Além disso, 48% dos entrevistados pretendem investir nos próximos 12 meses, demonstrando estabilidade em relação a dezembro. Em janeiro de 2016, entretanto, esse número era de 37%. O nível de utilização da capacidade industrial também aumentou. Enquanto em dezembro ele era de 62%, chegou aos 67% neste mês.

"Nesse início de ano a perspectiva é de um ano de demanda enfraquecida, principalmente em função da continuidade do desemprego, a escassez de crédito combinada com juros elevados e a desaceleração de programas de infraestrutura", analisa Walter Cover, presidente da Abramat.