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FGV lança estudo sobre impacto dos investimentos em habitação sobre a economia no Brasil

No segmento, cadeia produtiva da construção adicionou R$ 314,8 bilhões na economia em 2011

Aline Mariane
6/Junho/2014
Divulgação: Governo de Minas Gerais

O estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), denominado "Impacto dos investimentos em habitação sobre a economia no Brasil" foi lançado ontem (5) durante o evento "Crescimento e equilíbrio" realizado pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em São Paulo.

Apresentado pela Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da FGV, o documento teve como base principal de informação a Pesquisa Anual de Construção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com foco no período de 2007 a 2011.

Com relação a cadeia produtiva da construção - que envolve construção civil, indústria e comércio de materiais de construção, indústria de equipamentos e serviços - o valor adicionado somou R$ 314,8 bilhões em 2011, o que representou 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A cadeia também foi responsável pela geração de 12,9 milhões de ocupações. O Valor Agregado (VA) gerado pelas empresas da construção também se destacou, somando R$ 134,9 bilhões ou 66% do total da construção. As empresas foram responsáveis por 29% dos empregos do setor da construção, o que correspondeu a 2,7 milhões de ocupados. As empresas de edificações e incorporação representaram 37% do valor adicionado gerado pelas empresas do setor da construção e 25% do VA de todo setor da construção.

A parcela elevada da Formação Bruta de Capital Fixo (FBKF) do país também foi considerada no estudo. Em 2011, os investimentos totais somaram R$ 798,7 bilhões. Já os investimentos em construção alcançaram R$ 315,5 bilhões e os investimentos no mercado imobiliário representaram 36% desse valor, ou seja, R$ 114,2 bilhões.

O estudo também considerou as políticas de desoneração tanto no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) quanto no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foram feitas simulações mostrando o resultado da elevação das alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins de 3,65% para 9,25%, caso a construção passasse a ser tributada no regime não cumulativo. Os efeitos seriam negativos no VA da construção, no PIB brasileiro, no emprego do país e também na arrecadação final do governo. Além de gerar um recuo nas exportações. "O aspecto principal que queremos destacar é algo que é intuitivo, a importância do setor da construção, os números mostram. De fato, o setor da construção tem uma relevância na nossa sociedade muito grande e teve um papel fundamental na liderança do crescimento observado no período de 2008 a 2011. Essa contribuição foi positiva no sentido de que contribuiu para maior formalização da produção habitacional do país, esse aspecto é muito importante quando lembramos que são as empresas que tem cuidado com a produção que a produção informal não tem, por razões óbvias", afirma Ana Maria Castelo.