Custo comparado: resina de poliuretano X manta asfáltica dupla de 4 mm

Na reforma de uma casa de luxo no Guarujá (SP), a construtora paulista D2F Engenharia conseguiu economizar R$ 13,9 mil na impermeabilização de uma piscina com borda infinita construída junto ao imóvel, situado em um terreno de 200 m² em declive. A empresa fez dois orçamentos: um prevendo o uso de resina de poliuretano e outro com a adoção de manta asfáltica. A construtora constatou que a utilização da primeira opção seria mais vantajosa.

O engenheiro Daniel Fazenda Freire, diretor-executivo da construtora, diz que a resina de poliuretano tem menor necessidade de cuidados na aplicação, o que diminuiu custos. Esse impermeabilizante teve, no projeto, um custo R$ 13,2 mil menor do que o previsto com o uso da manta e trouxe redução de R$ 477 na proteção de transição do sistema (veja tabela na página ao lado). Os valores fornecidos são de aplicação do material, dessa forma as quantias se referem à somatória do gasto com materiais e com mão de obra. “A estimativa é que 30% sejam de mão de obra e 70% de material”, diz Freire.

De acordo com Rodrigo Zucato, diretor de engenharia da D2F, a resina de poliuretano é uma membrana líquida aplicada em superfícies regularizadas, sem que haja a necessidade do arredondamento de bordas (a chamada meia-cana). Por essa razão, a regularização das superfícies com argamassa de cimento e areia foi mais barata do que na opção da manta, que exige a execução da meia-cana.

 

Freire destaca também a facilidade de aplicação da resina de poliuretano: Enquanto a manta asfáltica tem de ser aquecida, a resina é aplicada em duas ou três demãos e não necessita de uma ponte de aderência. Além disso, segundo ele, a manta tem em sua composição materiais asfálticos como piche e, para ser corretamente executada, deve-se utilizar maçaricos, gerando maiores riscos de ressecamento. “Se a manta ficar sem proteção, ela racha. O poliuretano não tem esse problema. Ele não resseca. Ou seja, se ele não tem essa característica de ressecamento, eu não tenho que fazer uma proteção tão boa nesse período.”

Se os gastos com a regularização de superfícies e com a proteção de transição foram menores, a empresa teve cuidados redobrados na proteção mecânica armada nas verticais da piscina, em especial na parede com a borda infinita. “Como não estávamos fazendo parede com borda tradicional, fizemos um pouco a mais o tamanho da parede por garantia”, ressalta. Ele comenta que essas variações já estavam previstas no projeto da obra.

A opção de resina de poliuretano oferece estanqueidade adequada e apresenta uma flexibilidade tão boa quanto a da manta, segundo o executivo, atendendo a todos os requisitos da norma técnica. A ABNT NBR 15.487:2007 – Membrana de Poliuretano Para Impermeabilização orienta a utilização desse impermeabilizante no País.

Freire comenta que a boa estanqueidade reduz os riscos eventuais de problemas de infiltração decorrentes da movimentação da estrutura da piscina – as alterações na estrutura são de milímetros, de acordo com ele, mas tem que ser consideradas. “Tecnicamente, a opção de poliuretano me atendeu superbem.”

GABRIEL CALVINO

Apoio de engenharia: Fernando Benigno/PINI Engenharia

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br

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