Ampliação de hospital em Curitiba integra edifício novo a estrutura antiga

O Hospital Ônix, na cidade de Curitiba, teve concluídas suas obras de ampliação no mês de dezembro. Inaugurado em 1998, o hospital presta atendimento geral e especializado nas áreas clínica e cirúrgica. Na ampliação, foi construído um bloco anexo ao prédio já existente, expandindo de 45 para 100 o número de leitos. A nova estrutura tem quatro pavimentos e foi erguida em concreto armado, numa obra com orçamento de R$ 15,9 milhões. A execução foi feita pela construtora Baggio em dez meses, com projeto de arquitetura do escritório Gustavo Pinto.

O maior desafio do projeto foi desenvolver espaços para abrigar os equipamentos médicos novos e dar vazão ao fluxo crescente de pacientes e funcionários, ao mesmo tempo em que havia a necessidade de integrar a nova edificação àquela já existente no local. “Nosso cliente já tinha uma edificação hospitalar sendo reformada e nos contratou para projetar uma ampliação”, conta o arquiteto Gustavo Pinto, proprietário do escritório homônimo.

Projeto e custos
As vedações internas do prédio anexo contam com paredes em drywall, utilizadas fartamente nesse projeto, que é repleto de divisórias. Nas paredes em drywall estão abrigados os shafts de instalações hidráulicas e elétricas, além do sistema de refrigeração de ar e dos suprimentos de gases hospitalares. Segundo Kim Bassetti, engenheiro responsável pela obra, os revestimentos também empregam reboco, argamassa, azulejos, pintura, pastilhas e acabamentos. Assim, esse conjunto foi o principal item orçamentário. Com um custo de R$ 3,7 milhões, o revestimento interno representou o equivalente a 23,2% do custo total do novo bloco.

O peso foi maior até do que o da superestrutura, que custou R$ 3,5 milhões, respondendo por 22,1% do orçamento total. Por se tratar de um edifício baixo, com apenas quatro pavimentos, esse item não foi o mais oneroso. “Nessa obra utilizamos lajes protendidas, que diminuíram a quantidade de vigas na totalidade do empreendimento, melhorando a passagem de tubulações, podendo aumentar o pé-direito e a resistência da estrutura, diminuir pilares, e, assim, deixar o ambiente mais leve”, explica Bassetti.

Outro item que também teve um peso relevante no orçamento foram as redes elétricas e hidráulicas. Somadas, as duas instalações representaram 17,60% do orçamento, o equivalente a R$ 2,8 milhões.

As fundações, os serviços preliminares e a movimentação de terra tiveram um custo, juntos, de R$ 525,4 mil, ou 3,30% do total. Embora não seja um montante elevado, o engenheiro destaca que foi necessário realizar drenagens antes da construção, pois havia um lençol freático no terreno.

CUSTO POR ETAPA SIMPLIFICADO

Arquitetura
O acabamento em todo o edifício buscou favorecer alternativas de cores e texturas. Na recepção, por exemplo, foi utilizado um piso de granito polido, com alguns pontos mais claros e outros mais escuros, com o objetivo de prover contraste e favorecer medidas estéticas. Dentro dos quartos, foram utilizados materiais vinílicos com aparência de madeira, que ajudam a trazer sensação de conforto para os pacientes.

Na parte externa, foram projetados painéis em alumínio composto e brises, de forma a buscar uma unidade arquitetônica entre a edificação existente e a nova. “Devemos, em qualquer projeto, por menor que seja a intervenção ou por mais rígido que sejam suas instalações, proporcionar ao usuário a sensação de que naquele espaço existe arquitetura”, ressalta Gustavo. Na fachada frontal, o projeto inclui também algumas paredes com reorcamento vestimento em pedra para criar contraste em relação ao alumínio.

O projeto de arquitetura também buscou otimizar as aberturas para insolação e a ventilação, diminuindo os gastos operacionais com climatização. As janelas nas faces norte e sul foram posicionadas de modo a captar melhor a circulação de ar. Já na fachada frontal, os brises metálicos funcionam como um anteparo que protege as janelas do sol direto sem, no entanto, impedir a ventilação.

hospital também conta com sistema de captação de água da chuva e de drenagem para reutilização, exigências da Prefeitura de Curitiba. O novo bloco inclui caixa de contenção pluvial para reaproveitamento no subsolo. O sistema de iluminação foi constituído em led e possui sensores de presença, além de equipamentos de climatização automatizados.

Por Aline Mariane

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