Bastidores da Construção

Briga de sócios
O adiamento de novos projetos tem provocado tensão entre os executivos de incorporadoras e sócios oriundos do mercado financeiro. Com a deterioração do cenário econômico e os estoques de imóveis elevados, os gestores não têm conseguido entregar os resultados operacionais prometidos. “Prefiro desfazer a sociedade que botar na rua um prédio que não vou conseguir vender”, desabafou o dono de uma incorporadora tradicional de São Paulo.

Agenda com candidatos
O setor imobiliário acompanha o debate sobre a nova Lei de Zoneamento em São Paulo mais de perto do que nunca. Ela definirá, entre outros assuntos, a agenda a ser discutida com os candidatos à prefeitura municipal neste ano. Tradicionalmente, os principais candidatos a prefeito na maior cidade do País se reúnem com empresários para buscar apoio e ouvir demandas.

Legislação restritiva
O texto da nova Lei de Zoneamento, já aprovado em primeira votação na Câmara dos Vereadores, é uma das preocupações do setor na cidade de São Paulo. Na avaliação de empresários, o projeto em debate é muito restritivo para as construções. Nesse caso, cumprir a lei significará engavetar os projetos e deixar de movimentar a economia, aponta um líder setorial.

Sem interesse
O representante de uma entidade do setor da construção se disse frustrado, no fim de 2015, com a falta de interesse em eventos e cursos de capacitação envolvendo o e-Social. “Em novembro, chegamos a marcar um seminário sobre esse assunto, mas não tivemos interessados o suficiente. Acho que, em 2016, essa preocupação vai voltar”, disse, ressaltando que o prazo de adequação será menor.

BATE-ESTACA
Na frente dos bois
O mesmo representante também questionou o mérito do projeto do e-Social diante da complexidade das leis trabalhistas. “A nossa legislação é cheia de deficiência, cheia de complexidade para ser atendida. Seria melhor que, antes de informatizar todo esse contexto de deficiência e lacunas que a legislação trabalhista tem, corrigir a própria simplificação da legislação, que teria uma harmonização muito maior”, afirmou.

Soluções mirabolantes
Segundo um projetista de elétrica, os orçamentos cada vez mais apertados das obras estão abrindo margem para toda a sorte de soluções “criativas” adotadas pelos instaladores. “Fizemos um empreendimento em São José dos Campos com soluções complexas, e o instalador queria adotar só os pontos de iluminação e tomadas, sem prever cargas para cafeteiras, por exemplo.”

Bomba relógio
A instalação de sistemas adicionais sem previsão de reservas de carga representa um dos maiores riscos de incêndios em edifícios, sobretudo os antigos. Um consultor de elétrica conta que avaliou três prédios nos Jardins, zona nobre da capital paulista. Todos tinham sobrecarga nas instalações. “Os moradores estavam instalando ar-condicionado. Havia, inclusive, um apartamento cujo proprietário possuía quatro condensadores na área de serviço. O prédio funcionará até pegar fogo.”

Animado
Um representante do setor de geradores está entusiasmo com a lei municipal paulistana 16.131/2015, que determina níveis de emissões de grupos geradores instalados em empreendimentos comerciais e residenciais de São Paulo a partir de 2017. “Não há nenhuma lei do tipo para esses equipamentos, que estão – entre aspas – poluindo o meio ambiente. A capital paulista é a primeira a fazer essa restrição e deve inspirar outros municípios.” Segundo ele, a indústria está preparada para atender aos vários limites de emissões de gases e partículas de suspensões.

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