Ministério das Cidades vai alterar prestação mínima da faixa 1 do MCMV

O Ministério das Cidades vai reajustar as prestações pagas pelos beneficiários da faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). De acordo com informações da pasta, na terceira fase do programa as famílias com renda de até R$ 800 passarão a pagar R$ 80 mensais; aquelas com renda entre R$ 800,01 e R$ 1.200, o valor da prestação será correspondente a 10% da renda; e as com renda de R$ 1.200,01 a R$ 1.800, o equivalente a 15%. Até o fechamento desta edição da Construção Mercado, no dia 15 de janeiro, não havia uma data para que as novas regras entrassem em vigor, segundo o Ministério, já que a definição do orçamento do MCMV para 2016 e a regulamentação da nova fase para as faixas 1 e 1,5 ainda não haviam ocorrido.

Em entrevista à imprensa no dia 13, a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, disse que a prestação mínima se mantinha inalterada em R$ 25 desde a criação do programa, em 2009. Ela destacou que o aumento está em linha com o crescimento da renda das pessoas e dos imóveis e ressaltou que o subsídio pago pelo governo continua o mesmo. Na faixa 1, os mutuários arcam com 5% do valor das unidades.

As novas regras se somam a outras mudanças anunciadas para a faixa 1 desde o anúncio do ajuste fiscal pelo Governo Federal. Em outubro do ano passado, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anunciou que passaria a arcar com a maior parte dos recursos para o financiamento das habitações dessa faixa, antes paga somente com dinheiro do Orçamento Geral da União. O subsídio do fundo em 2016 será de 60% do valor de cada imóvel até o limite de R$ 45 mil. Outros 25% continuarão sob a responsabilidade da União.

Faixas 2 e 3
As novas regras para as faixas 2 e 3 do MCMV entraram em vigor em 4 de janeiro, seguindo as instruções do Ministério das Cidades publicadas no Diário Oficial da União em 15 de dezembro.

Caixa estima alta de 30% no crédito para imóveis econômicos em 2016
O diretor de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotônio Rezende, previu, em declaração dada em janeiro, crescimento de 30% nos financiamentos dos imóveis de até R$ 225 mil em 2016 em relação ao ano passado. O valor coincide com o preço máximo estipulado pelo MCVM 3 para as unidades beneficiárias.

Rezende disse que a estimativa de crescimento realmente considera a demanda criada pela nova fase do programa. Em entrevista publicada na edição de janeiro da Construção Mercado, ele já havia dito que a nova faixa 1,5 será protagonista no crédito imobiliário neste ano.

De acordo com dados da Caixa, 60% das 6,5 milhões de simulações de crédito imobiliário realizadas mensalmente no site do banco referem-se a imóveis de até R$ 200 mil. E, segundo o diretor de habitação da instituição, os empréstimos com recursos do FGTS somaram R$ 37,9 bilhões de janeiro a setembro de 2015, resultado próximo ao acumulado em todo ano de 2014 (R$ 40,9 bilhões).

FILIPE FRAZÃO/SHUTTERSTOCK

Distratos atingem quatro a cada dez imóveis vendidos em 2015
Estudo de agência de classificação de riscos mostra que montante das devoluções atingiu R$ 4,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2015

Os distratos representaram 41% das vendas brutas entre janeiro e setembro de 2015, segundo levantamento da agência de classificação de risco Fitch em parceria com nove grandes empresas do setor imobiliário – Brookfield, Cyrela, Gafisa, João Fortes, MRV, Moura Dubeux, Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário, Rodobens e Viver. Ao todo, as devoluções somaram R$ 4,9 bilhões no período.

O porcentual é muito superior ao registrado nos dois anos anteriores pelo estudo. Em todo o ano de 2014, os cancelamentos representaram 29% das vendas brutas, somando R$ 5,6 bilhões. E, em 2013, quando atingiram R$ 4,9 bilhões, eles representaram 24%.

Considerando um cenário em que 35% das unidades vendidas sejam canceladas, a Fitch estimou que os distratos das empresas participantes do estudo totalizarão R$ 6 bilhões neste ano. A agência prevê que os cancelamentos de compra permanecerão elevados e ressalta, em seu relatório, que o contínuo aumento do número de distratos é uma das principais preocupações relativas às incorporadoras brasileiras.

Preço anunciado de unidades no País sobe 1,32% em 2015
O índice FipeZap, apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, apontou em 2015 aumento de 1,32% no preço médio do metro quadrado dos imóveis prontos ofertados para venda em 20 cidades brasileiras. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período acumulou elevação de 10,67%, o que mostra forte queda real dos valores das residências disponíveis no mercado no ano passado. Em 2014, os preços médios das unidades no País tiveram alta real de 0,3%.

O índice apontou que todas as cidades pesquisadas tiveram aumentos abaixo da inflação, e Niterói (-3,02%), Brasília (-1,47%), Rio de Janeiro (-1,36%) e Curitiba (-0,16%) tiveram inclusive quedas nominais no preço das unidades ofertadas. Os valores ficaram estáveis em Belo Horizonte e, em São Paulo, maior mercado do País, eles subiram nominalmente 2,51%. O preço médio do metro quadrado registrado nas 20 cidades em dezembro foi de R$ 7.613.

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