Dilma reduz a meta de contratações no MCMV 3 para 2 milhões

A meta de contratações da terceira etapa do programa habitacional Minha Casa Minha Vida foi reduzida de 3 milhões para cerca de 2 milhões de unidades até 2018, de acordo com a presidente Dilma Rousseff. A nova estimativa foi anunciada durante um discurso realizado por ela no início de fevereiro, em Indaiatuba (SP).

“Nós tivemos de rever os valores, também passamos por dificuldades, o Brasil passa por dificuldades. Nós estamos calculando que iremos fazer em torno de 2 milhões a mais de moradias até 2018. Então, quando fechar esse período, nós vamos ter chegado a quase 6 milhões de moradias (contratadas)”, afirmou.

Procurado pela Construção Mercado logo após a declaração, o Ministério das Cidades não confirmou a revisão mencionada por Dilma nem a meta de 3 milhões de imóveis que, antes, o Governo Federal sustentava. A pasta informou, por e-mail, que “a fase 3 do Programa Minha Casa Minha Vida está sendo discutida pelo Governo Federal e ainda não há qualquer definição quanto à quantidade de imóveis que serão contratados nesta fase em todas as suas faixas”.

Líderes da construção criticam uso do FGTS para crédito consignado

Representantes do setor imobiliário veem com desconfiança o plano do Governo Federal de usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a concessão de crédito consignado. A medida faz parte de uma iniciativa para injetar R$ 83 bilhões em crédito na economia – R$ 49 bilhões deles provenientes do fundo, que é a principal fonte de financiamento para as habitações populares no País.

O governo permitirá que trabalhadores demitidos possam utilizar 40% da multa do FGTS, além de 10% do saldo no fundo, como garantia para a obtenção do crédito consignado. Só essa medida deve movimentar R$ 17 bilhões. Para Flávio Prando, presidente da Comissão Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), tal uso não condiz com o objetivo do fundo. “O FGTS serve para fomentar a habitação, o saneamento e a infraestrutura no País

Já o presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci) no Brasil, Rodrigo Luna, acredita que a novidade possa estimular demissões. Ele também lembra que o fundo responde bem a financiamentos de longo prazo. “Mas é preocupante quando ele é usado para a quitação de qualquer dívida, como de cartão de crédito, por exemplo.”

FOTO: UNFLOWEREY/SHUTTERSTOCK

Setor de shopping centers prevê crescimento de 6,5%

Projeção da Abrasce para 2016 representa mesmo ritmo de expansão de 2015

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) prevê taxa de crescimento de aproximadamente 6,5% no faturamento dos empreendimentos do setor em 2016, podendo atingir R$ 161 bilhões. O porcentual de expansão deve se manter no mesmo patamar em relação ao atingido no ano passado, quando os complexos faturaram R$ 151,5 bilhões.

A entidade estima que cerca de R$ 14 bilhões serão investidos neste ano na inaugu ração ou na expansão de complexos no País. Ao todo, 30 shoppings devem entrar em funcionamento até dezembro, segundo a associação – 12 a mais do que o verificado em 2015.

Em dezembro do ano passado, 538 shoppings estavam em operação no território nacional. Juntos, eles totalizavam uma Área Bruta Locável (ABL) de 14,6 milhões de metros quadrados, de acordo com a Abrasce.

Novo superintendente do CB-002 espera maior participação no debate de normas

FOTO: ARQUIVO PESSOALO arquiteto Salvador Benevides, novo superintendente do Comitê Brasileiro da Construção Civil (CB-002/ABNT), espera maior participação dos profissionais do setor nas discussões normativas. “É importante a opinião de todos, mesmo que elas não sejam uníssonas.” Segundo ele, quem tiver interesse em participar de discussões do CB-002 pode entrar em contato por meio do e-mail cb002@sindusconsp.com.br.

Benevides menciona a necessidade de atualizar e realinhar algumas normas e diz que trabalhos envolvendo temas como instalações prediais de água quente e fria, piscinas e inspeção predial já estão em andamento. O arquiteto assumiu o cargo em novembro e permanecerá à frente da superintendência até março de 2017.

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