Caixa eleva juros de imóveis financiados com recursos da poupança

A Caixa Econômica Federal anunciou em março o aumento da sua taxa de juros de financiamento para imóveis residenciais, comerciais e de uso misto feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Segundo o banco, nos contratos feitos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a taxa balcão – destinada a clientes sem relacionamento com o banco – subiu de 9,9% para 11,22% ao ano. Para quem já possui conta-corrente na Caixa, os juros subiram de 9,8% para 11% ao ano. Ambos os valores estão relacionados aos juros efetivos, ou seja, com os encargos embutidos.

Em relação às operações enquadradas no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), a taxa balcão para imóveis residenciais subiu de 11,5% para 12,5% ao ano. Para os que já possuem conta-corrente, elas aumentaram de 11,2% para 12%, e para os que recebem salários pela instituição e para os servidores, o acréscimo foi de 11% para 11,5%.

Segundo a entidade, as taxas de juros dos financiamentos habitacionais com recursos do Minha Casa Minha Vida e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não sofreram alterações.

Crédito imobiliário tem retração de 58,3% no 1º bimestre
O volume de financiamentos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 6,5 bilhões no primeiro bimestre de 2016, o que representa queda de 58,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Foram 28,2 mil imóveis financiados, 61,2% a menos do que o verificado nos dois primeiros meses de 2015.

No acumulado em 12 meses até fevereiro, R$ 66,5 bilhões foram destinados a financiamentos. O montante representa um recuo de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram viabilizadas a aquisição e a construção de 297,1 mil imóveis. Em fevereiro, os saques permaneceram superando os depósitos da caderneta de poupança. A captação líquida foi de R$ 6,7 bilhões negativos. E o saldo da caderneta em fevereiro ficou em R$ 499,3 bilhões.

PPP da Habitação deve iniciar obra de complexo este ano
Projeto no Centro em São Paulo terá 1,2 mil unidades, equipamentos públicos e áreas verdes
O Governo do Estado de São Paulo prevê que comecem ainda neste ano as obras do novo complexo habitacional e cultural que fará parte da Parceria Público- -Privada (PPP) da Habitação no Centro da capital paulista. O projeto será erguido em dois terrenos na região da Luz e será composto por 1.200 moradias (90% delas para habitação de interesse social), creche para 200 crianças, 5 mil m² de comércio no térreo dos edifícios e espaços verdes para passagem dos pedestres. O novo complexo irá abrigar também o edifício da Escola de Música Tom Jobim.

DIVULGAÇÃO: GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

O projeto é do arquiteto Mario Biselli, contratado pela Canopus, construtora mineira que venceu a concorrência por um dos quatro lotes da PPP da Habitação em 2015. O escritório de arquitetura começou o detalhamento do projeto, e a Secretaria Estadual da Habitação prevê que os trâmites de aprovação demorem de quatro a cinco meses, permitindo o início da construção em 2016. A entrega dos imóveis deve ser feita de 18 a 24 meses após o início das obras.

O terreno maior tem 18 mil m² e fica em frente à Praça Julio Prestes, em uma área onde funcionou a antiga rodoviária da cidade entre 1961 a 1982. O espaço receberia o Complexo Cultural Luz, mas o Governo Estadual mudou de ideia sobre a destinação do local. O segundo terreno incorporado à PPP fica na mesma área, ao lado da praça.

Mercado terá código internacional de ética
A Coalizão Internacional de Padrões Éticos (Iesc) está desenvolvendo um código de princípios que deverá nortear o trabalho dos profissionais e das empresas dos setores de incorporação imobiliária, construção e infraestrutura nos principais mercados globais. O documento será o primeiro código de ética internacional para o setor. A iniciativa tem o objetivo de firmar parâmetros comuns de qualidade e comprometimento aos negócios ao redor do mundo para afastar inconsistências que possam confundir e frustrar investidores ou demais participantes do mercado.

O trabalho está sendo elaborado por um grupo de líderes independentes da indústria e especialistas em ética internacional e compliance, nomeado por curadores da Iesc. A curadoria conta com representantes imobiliários do Brasil, Rússia, China, França, EUA, Alemanha, Japão, Malásia, Canadá e Reino Unido. Entre os representantes nacionais na curadoria estão CBIC, Secovi-SP e as filiais de Fiabci e RICs.

Para verificar o documento original e saber mais sobre a iniciativa, acesse o site: iescoalition.org/consultation (em inglês).

 

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