Preço do metro quadrado de imóveis à venda varia 0,07% em maio

O preço do metro quadrado ofertado para venda no País variou 0,07% em maio, de acordo com o índice Fipe- Zap, que acompanha a evolução de valores em 20 cidades brasileiras. Em abril, o mesmo porcentual foi registrado pelo indicador, o que sinaliza estabilidade.

Apenas Vitória e Curitiba tiveram aumentos maiores do que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês (0,78%), com variações de 1,32% e 0,82%, respectivamente. Por outro lado, Rio de Janeiro (-0,56%), Goiânia (-0,38%), Recife (0,08%), Fortaleza (0,07%) e Florianópolis (0,03%) tiveram quedas nominais nos valores.

No ano, a alta acumulada foi de apenas 0,04% na média das cidades brasileiras, contra 4,05% do IPCA. Em 12 meses, a variação foi 0,11% enquanto a inflação oficial foi de 9,32%.

O Rio de Janeiro se mantém como a cidade com o metro quadrado mais caro do País (R$ 10.282), seguida por São Paulo (R$ 8.633). Já as cidades com menor valor médio por metro quadrados são Contagem (R$ 3.552) e Goiânia (R$ 4.245).

Imóveis leiloados por falta de pagamento saltam 53% em 2015

O número de imóveis leiloados pela Caixa Econômica Federal devido à falta de pagamentos saltou 53% em 2015 em relação ao ano anterior, somando 13.137 unidades. Apesar da forte alta, a instituição financeira afirma que esse montante representa apenas 0,3% dos 4,35 milhões de contratos imobiliários ativos do banco. O ativo da carteira de crédito imobiliário da Caixa cresceu 268% de 2010 a 2015 e avançou de R$ 101 bilhões para R$ 374 bilhões. O índice de inadimplência da carteira manteve-se estável em torno de 2%.

Crédito imobiliário cai 62% em abril na comparação anual, diz Abecip

Em relação a março, queda nos financiamentos é de 20,5%

O volume de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiu R$ 3,5 bilhões em abril, queda de 62% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Na comparação mensal, a retração é de 20,5%.

Foram 14,4 mil imóveis financiados no mês nas modalidades de aquisição e de construção. O número representa queda de 26,6% em relação ao observado em março e recuo de 67,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No ano foram financiados R$ 14,4 bilhões, o que indica queda de 56,7% em relação ao mesmo período de 2015. O montante corresponde a 62,2 mil imóveis, número 59,6% menor do que o verificado nos quatro primeiros meses do ano passado.

No acumulado de 12 meses até abril, R$ 56,7 bilhões foram destinados ao crédito imobiliário, redução de 49,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao todo, 249,6 mil imóveis foram financiados, indicando queda de 52,4% ante igual intervalo de 2015.

Bancos estatais e Secretaria Nacional da Habitação apresentam novos nomes

Gilberto Occhi assumiu a Caixa Econômica Federal (CEF). Ele Ingressou no banco em 1980 e foi gerente de diversas áreas da instituição financeira e do Banco Nacional de Habitação (BNH).

Paulo Rogério Caffarelli, que ocupava a diretoriaexecutiva e de Relações com Investidores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), assumiu o Banco do Brasil (BB). Ele também foi secretárioexecutivo do Ministério da Fazenda entre 2014 e 2015 e trabalhou por mais de 30 anos no BB. Para comandar a Secretaria Nacional da Habitação do Ministério das Cidades foi escolhida a consultora técnica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) Maria Henriqueta Alves. Ela ainda integra o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde 1989 e é membro do Conselho Nacional das Cidades do Ministério das Cidades desde 2003.

Vacância de prédios corporativos chega a 25,9% em SP e 23% no Rio

A taxa de vacância do mercado de escritórios corporativos de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro segue elevada e com preços que beneficiam o locatário. Nesse cenário, que deve se manter ao longo de 2016, os lançamentos de empreendimentos corporativos têm sido postergados nas duas regiões. No primeiro trimestre, a taxa de vacância da capital paulista ficou em 25,9% e, no Rio de Janeiro, foi de 23%, o maior valor observado na história, segundo pesquisa da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield.

O preço médio verificado em São Paulo caiu 5,3% nos primeiros três meses do ano na comparação com o quarto trimestre de 2015, para R$ 100,8/m². No Rio, o preço recuou 3,6% na comparação trimestral, para R$ 112,8/m².

De acordo com o levantamento, o volume de entregas de novos espaços empresariais nas regiões centrais de escritórios de São Paulo deve despencar 48% neste ano em relação a 2015. São aguardados lançamentos na Juscelino Kubitschek (63 mil m²), em Pinheiros (36 mil m²), na Vila Olímpia (15 mil m²) e na região da Chucri Zaidan (47 mil m²).

Para o mercado carioca, a expectativa é de incremento de 252 mil m² em 2016, dos quais 71% se concentrarão no centro do Rio.

Vendas e lançamentos até abril em São Paulo caem ao menor nível em 12 anos

O número de vendas e lançamentos de unidades residenciais na cidade de São Paulo apresentou o pior resultado para o primeiro quadrimestre desde 2004, segundo levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Foram comercializadas 4.038 unidades residenciais de janeiro a abril, o menor nível de vendas para o período se considerada à média de 2004 a 2015, que foi de 7,8 mil unidades. Os lançamentos totalizaram 2.387 unidades no primeiro quadrimestre, também o menor patamar desde 2004.

A retração dos lançamentos (-56%) no ano superou a das vendas (-18%), o que levou à redução gradual na quantidade de imóveis em estoque. As vendas e os lançamentos vêm apresentando, desde 2014, recordes negativos, refletindo a conjuntura política e econômica do País. No entanto, Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi- SP, acredita que haverá uma tênue recuperação da economia no segundo semestre, com diminuição da tendência de queda e início de ligeiro crescimento em 2017. “Com isso, o setor imobiliário poderá iniciar a superação de sua pior crise da história, com uma recuperação lenta e longa”, afirma.

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