Em off: bastidores da construção

Por fora
O diretor da área de vendas de uma empresa do mercado imobiliário relatou, ao falar da importância de pensar no modelo dos sites para o acesso em celulares, que o presidente de outra empresa sequer havia entrado em seu site via mobile para saber qual era a experiência do consumidor na tentativa de obter informações sobre os empreendimentos.

Alô?
Ressaltando a importância do contato via internet com consumidores em potencial e da agilidade no atendimento via e-mail ou Whatsapp, uma diretora de marketing especializada em imóveis deixou a dica: “eu não atendo mais celular, só quem me liga é a Casas Bahia”.

Sem pressão
A determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em regulamentar o mercado de Condo Hotéis, apesar de gerar ainda mais cautela entre os empresários, veio em um momento conveniente, de baixa atividade no mercado. Para empreendedores do setor, quem ainda não conseguiu amadurecer o tema foi a autarquia. Segundo um advogado especializado na área, o momento é de levar à CVM o maior número de informações possível para que o processo de regulamentação seja adequado. “É um processo de aprendizado para as duas partes”, acrescentou a fonte.

BATE-ESTACA

Otimismo
Presidente do principal banco de fomento para financiamentos de imóveis, Gilberto Occhi, da Caixa, tem desfilado otimismo com o mercado por onde passa. Entre os expectadores do Adit Invest, evento realizado em São Paulo no início de julho, o comentário era de que o otimismo de Occhi está acima da média – e da realidade – mas se faz necessário. “Sem esse empurrãozinho, o mercado não se recupera”, comentou uma empresária do setor.

Um outro olhar
Os investidores estrangeiros começam a olhar com mais carinho para o mercado imobiliário brasileiro. A avaliação é da representante de uma grande feira de construção civil da Alemanha. Segundo ela, o governo interino comandado por Michel Temer tem passado maior confiança a esses investidores em potencial.

Quando setembro chegar
Entre os mais otimistas a expectativa é de retomada gradual dos negócios a partir de setembro, após a definição do processo de impeachment. “Minha empresa é pequena, trabalho por obra contratada e devo decidir no início de setembro se volto a lançar. Sei de investidores do mercado externo que também estão só aguardando o desfecho desse impasse político para voltar”, observou um executivo do setor.

Paradeira
Executivo ligado ao setor de obras públicas concorda que o País seguirá nesse ritmo de espera até a conclusão do processo de impeachment. “Além de parado, tudo está muito confuso. Aguardamos uma agenda do Executivo para debater pontos importantes de projetos que estão tramitando na Câmara e no Senado. Uma reunião desmarcada um mês e meio atrás ainda não foi reagendada. Os agentes do governo até têm boa vontade, mas não têm como apresentar uma resposta definitiva com relação às concessões, PAC, MCMV.”

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