Custo comparado: piso de concreto x piso paver

Ao planejar as obras do Condomínio Portal do Cerrado, empreendimento residencial em Goiânia com apartamentos de três quartos, a incorporadora e construtora CMO iniciou os estudos referentes à pavimentação da área de estacionamento. A empresa, que possui outras obras na região, tinha como sistema padronizado a execução da área de estacionamento em piso de concreto. Porém, para buscar um método mais eficiente e que fornecesse melhorias estéticas, redução de custos e desperdício, a CMO realizou um comparativo com o piso paver para a área de estacionamento da obra.

A primeira alternativa analisada, o concreto, ficou significativamente mais barata, segundo o estudo. O custo total com mão de obra e material em uma área de 3.277,59 m² chegou a R$ 142.159,24. Enquanto a segunda opção, para a mesma área, custaria R$ 188.789,18. De acordo com o comparativo, o que encareceu significativamente os custos do piso paver (ou concreto intertravado), foi o próprio material. Enquanto a construtora gastaria R$ 94.394,59 só em material na segunda alternativa, o piso em concreto usinado utilizado na primeira opção custaria R$ 64.306,32.

Para manter a padronização das obras na região, a construtora optou pela primeira alternativa e conseguiu uma economia de R$ 46.629,94 em seus custos. De acordo com as engenheiras Mariana Cátima e Suelâine dos Santos, além da economia, a utilização do concreto também representou uma redução no tempo de execução. “O concreto desempenado é mais rápido para executar tendo em vista que é utilizado concreto usinado bombeado, exigindo mão de obra operária apenas para espalhamento e regularização do concreto, que é lançado mecanicamente. No caso do piso de concreto intertravado, cada bloco é colocado manualmente, o que leva muito mais tempo”, explica Suelâine.

Mesmo escolhendo realizar a obra com o sistema já conhecido, a alternativa em paver não foi descartada pela CMO.

O uso do concreto na área de estacionamento ficou significativamente mais barato, especialmente devido ao baixo custo do material utilizado

“Estamos dispostos a utilizar esse paver em outras obras mesmo sendo com custo maior, porque ele tem acabamento melhor e, em termos de manutenção, facilita bastante”, afirma a engenheira. Por se tratar de peças encaixadas, caso ocorra algum problema na tubulação, por exemplo, é possível retirar as peças sem a necessidade de quebrar o concreto. Outro ponto que também é destacado pela construtora é a estética de ambos os materiais. O piso de concreto intertravado permite a aplicação de cores e criação de faixas, personalizando a aparência. Outra vantagem é o assentamento do paver, que é feito diretamente sobre um colchão de areia e não utiliza rejunte e facilita a drenagem da água, colaborando para a diminuição de superfícies impermeabilizadas e reduzindo o escoamento superficial.

Em relação ao desperdício de material, há uma perda nas peças do piso de concreto intertravado devido aos recortes que devem ser realizados na hora da execução. Além disso, ao optar por cores diferentes, a construtora ainda perde material ao realizar essa paginação. Porém, da mesma forma, há perda na aplicação do material para a execução do piso de concreto desempenado. “Como não executamos piso de concreto intertravado ainda, não conseguimos aferir qual perda é maior”, ressalta Suelâine.

As obras do Condomínio Portal do Cerrado foram entregues em março deste ano. A estrutura foi executada em concreto armado e o sistema de vedação em alvenaria de bloco cerâmico furado, revestimento de parede em reboco paulista com pintura ou azulejo, contrapiso revestido com piso cerâmico e o piso do estacionamento em concreto desempenado.

Aline Mariane
Apoio técnico: Mariana Cátima, gerente de planejamento e Suelâine dos Santos, engenheira civil de planejamento, ambas da CMO Construtora

Apoio de engenharia: Ricardo Antônio – PINI Consultoria

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2313 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br

Por Aline Mariane

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