Normas e fatores relevantes na hora de escolher o fornecedor da argamassa e dos equipamentos de bombeamento e projeção

E xistem argamassas excelentes no mercado. Elas são misturadas e chapadas à mão, então você coloca uma delas na máquina, tenta bombear e não sai uma gota. Ou então o produto entope o sistema por viscosidade. Isso acontece pelo seguinte: a argamassa é formada por vários componentes e o de maior quantidade é a areia. Como a areia é composta por grãos, se a argamassa não tiver uma composição adequada e coesão ao longo do mangote, não há mágica: você vai bombear a água e o cimento – e a areia vai entupir e travar a máquina. Mas antes de xingar o sistema de argamassa bombeada e projetada, entenda algo simples: aquele produto que você está tentando bombear não foi projetado para aquela função.

Composição adequada
Resumindo: se você optar pelo sistema de argamassa bombeada e projetada na sua obra, seguindo a tendência dos países de primeiro mundo, dois pontos serão fundamentais: a escolha do produto e do equipamento adequados. “Lembre-se de que a argamassa de revestimento para ser aplicada à mão todo mundo tem por aí”, alerta Fábio Campora, diretor executivo da Abai (Associação Brasileira de Argamassa Industrializada). “O segredo é procurar uma que, além de ter boa qualidade, tenha sido desenvolvida especificamente para o bombeamento e a projeção.”

Os indicadores de desempenho de uma argamassa industrializada são dois: aderência e módulo de elasticidade. Já os pré-requisitos de obra e projeto para uso do sistema variam caso a caso. “É difícil colocar um silo numa casa, por exemplo”, orienta Campora. Mas uma vila ou um condomínio podem comportar, e isso precisa ser checado com o fornecedor da argamassa.”

Conheça outros fatores que devem ser considerados tanto na escolha do produto quanto do equipamento, assim como as normas técnicas a serem seguidas para a composição da argamassa.

NORMAS TÉCNICAS
NBR 13528 – Norma de resistência de aderência
NBR 15630 – Norma de resistência de módulo de elasticidade
NBR 13749 – Norma de especificação das argamassas
NBR 7200 – Norma de execução dos revestimento

Os indicadores de desempenho de uma argamassa industrializada são: capacidade de aderência e módulo de elasticidade

CHECKLIST
O que observar na hora de escolher o fornecedor de argamassa
Adequação. 
Escolha uma argamassa que seja bombeável e projetável, ou seja, certifique-se de que o produto foi desenvolvido especialmente para essa finalidade.
Composição. 
O produto desenvolvido especificamente para ser bombeado e projetado pode ter vários tipos de composição. O importante é que a fórmula tenha capacidade de coesão ao longo do mangote. Para isso, há dois fatores básicos a se considerar: a altura e o tipo de bomba que será usada. 
Formato. 
Em silo ou em saco? A resposta dependerá do tipo da obra, das distâncias e do espaço disponível no canteiro. Se a opção for o silo, é recomendada uma visita técnica do fornecedor para checar a viabilidade. Lembre-se: o silo deve estar sempre o mais próximo possível da torre e do acesso de caminhões.
O que observar na hora de escolher o maquinário
Proximidade.
 Como as construtoras costumam alugar o equipamento, verifique se o fornecedor está estabelecido no local (ou pelo menos na região) da obra. Eventualmente são necessárias peças de reposição.
Garantia. Informe-se sobre as garantias que o fornecedor dá no caso de surgirem problemas durante o processo de aplicação.
Infraestrutura. É importante também verificar se o fornecedor pode suprir as demandas urgentes. Checar se já houve casamento de sucesso entre o fornecedor de argamassa e do acabamento.
Pré-requisitos de obra e projeto para uso da argamassa industrializada
Equipamento.
 É preciso checar a viabilidade de uso de silo com o fornecedor da argamassa. Se houver necessidade, incluir o custo fixo do aluguel do equipamento, que varia de cidade para cidade (em cidades pequenas, o fornecedor costuma levá-lo em obras menores).
Treinamento. A mão de obra precisa ser qualificada. Verifique isso com a construtora. Hoje, algumas empresas oferecem esse treinamento inclusive para terceiros.
Frente de trabalho. Dimensione muito bem o volume de superfície em que terá de utilizar o sistema para que não haja equipamento em tempo ocioso – e consequentemente custo desnecessário. Lembre-se: durante a obra, é a construtora que libera as frentes de serviço aos fornecedores, ou seja, é ela quem assegura que as superfícies sobre as quais a argamassa será projetada estão nas condições ideais.
Infraestrutura do canteiro. É vital para o sistema que haja fornecimento de energia elétrica em abundância, além de água não apenas no térreo, mas também nos andares superiores.

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