O que levar em conta na hora de selecionar um fornecedor de esquadrias especiais?

No Brasil, é comum ver uma obra chegando à fase do revestimento para só então o cliente pensar como preencherá os vãos livres. Mas, conforme a construção civil avança, trazendo novas opções para o mercado, nada mais saudável do que acompanhar essa evolução. No caso das esquadrias especiais, que hoje têm uma gama enorme de modelos e funções, a primeira mudança necessária para que o cliente fique satisfeito é cultural. Ou seja, a hora certa de pensar no fechamento de vãos é durante a realização do projeto da obra. Além disso, é essencial acompanhar a instalação, feita pelo fabricante ou por terceiros. “É preciso haver um comprometimento entre o pessoal de obra e a empresa instaladora. Hoje os fabricantes também trabalham com terceirizadas”, diz Luis Claudio Viesti, da Afeal. Veja outras questões a observar para usufruir de um sistema produzido com excelência e, dependendo da instalação, não colocar tudo a perder.

NORMAS TÉCNICAS
NBR 15575-4 – Edificações habitacionais – Desempenho – Vedações
NBR 10821-2 – Esquadrias externas para edificações
NBR 7199 – Vidros na construção civil – Projeto, execução e aplicações
NBR 6123 – Forças devidas ao vento em edificações

 

 

 

 

 

 

 

 

O desempenho da esquadria depende da preparação adequada do vão sobre o quaserá instalada

CHECKLIST
O que observar na hora de contratar fornecedores de esquadrias
 Como escolher o sistema ideal.
 É preciso pesquisar. Atualmente no Brasil, a gama de opções que arquitetos e engenheiros têm à disposição é grande, porém, cabe aos fornecedores fazer com que a informação sobre seus produtos circule e chegue a esses profissionais. O que não impede, obviamente, que o próprio cliente também pesquise para atender às suas necessidades.

 A hora certa de decidir. A hora certa de escolher como serão preenchidos os vãos livres de um empreendimento é durante a elaboração do projeto arquitetônico – e nunca quando a obra estiver na fase de revestimento.

 Na fase do projeto. Nessa etapa, um problema que pode ocorrer é o mau dimensionamento, quando o projetista erra na hora de calcular a pressão do vento atuante no edifício ou as pressões de água que a esquadria terá de suportar. Por isso, o projeto precisa levar em conta as dilatações térmicas e as deformações que o produto vai sofrer. Numa esquadria mal dimensionada, a deformação será excessiva. Gaxetas e vedações que perdem o contato geram pontos de infiltração de água.

 A responsabilidade do fabricante. Além de entregar um produto fabricado de acordo com a metodologia que a norma estabelece (veja quadro acima), dentro das condições de altura, pressões, tipologias e dimensões, o fabricante deve fazer o acompanhamento da instalação. Ou determinar projetos de instalação (detalhando inclusive como deve ser feita a colocação das pingadeiras), caso a mão de obra seja terceirizada.

 O transporte adequado. Como essa questão não está regulamentada, requer atenção em dobro. Tanto o fabricante da esquadria quanto o fornecedor do vidro precisam se comunicar, levando em consideração o local onde está sediada a obra. O motivo: se o fabricante precisa transportar uma esquadria que tenha vidro com gás argônio (para evitar embaçamento), por exemplo, de São Paulo para o sul do país, durante o trajeto, com as oscilações de altitude, o vidro pode quebrar. E é possível evitar esse desastre com a inserção de válvulas.

Por Lidice-Bá

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