MCMV: construção em área urbana e aperfeiçoamento de projeto urbanístico

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, reconheceu que o programa habitacional Minha Casa Minha Vida precisa passar por mudanças de qualidade para se tornar mais urbano e humano. “Além de suprir o déficit habitacional, atualmente em torno de 6 milhões de unidades, precisamos pensar nos aspectos urbanísticos e paisagísticos, porque muitos desses empreendimentos ficam marginalizados dentro do município”, afirmou Araújo, durante seminário realizado recentemente em São Paulo. Para melhorar a eficiência do programa, uma das estratégias do ministro é apostar em parcerias com outros órgãos e ministérios. Neste ano, o programa prevê a entrega de 610 mil unidades, assim distribuídas: 170 mil na faixa 1; 40 mil na faixa 1,5; e 400 mil nas faixas 2 e 3.

Programa Alvará na Hora completa um ano de sucesso em Minas Gerais

Na briga da eficiência contra o excesso de burocracia, ponto para os mineiros. Em abril do ano passado, a prefeitura de Belo Horizonte criou o Programa Alvará na Hora. Implantado pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana na capital mineira inicialmente como um teste, o projeto deu certo e hoje reduz o tempo de aprovação de projetos de seis meses para uma semana. Agora, o Sinduscon-MG lidera um movimento para levar a iniciativa ao interior do estado, começando por Uberlândia – onde a nova maneira de tramitação dos requerimentos de alvarás de construção deve entrar em vigor ainda neste semestre. “Trata-se de uma iniciativa que beneficia o setor da construção e toda a sociedade, porque viabiliza investimentos, abre novos postos de trabalho, gera renda e aumenta a arrecadação dos tributos”, afirma o presidente do Sinduscon-MG, Andre de Sousa Lima Campos. Para expandir o programa, o Sinduscon-MG recebeu representantes de outras entidades atuantes no estado e firmou um termo de cooperação para articular junto às prefeituras o ingresso no Programa Alvará na Hora. Assinaram o termo o Sinduscon-MG Juiz de Fora, o Sinduscon-GV, o Sinduscon-Centro Oeste de Minas, o Sinduscon-Vale do Piranga, o Sinduscon-Norte de Minas, o Sinduscon-TAP, o Sinduscon-Lagos e o Sinduscon-Patos de Minas.

Limite maior do FGTS beneficia construção civil

O limite do valor do imóvel que pode ser financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação subiu para R$ 1,5 milhão. Anunciada em fevereiro, essa alteração vale apenas para a compra de imóveis novos, seja na planta, seja em construção. Em regiões onde o custo de vida é mais alto, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais, o teto anterior era de R$ 950 mil. Já nas demais unidades da federação, era de R$ 850 mil. O objetivo da medida, válida até dezembro deste ano, é desovar o alto estoque do setor.

Alto padrão em baixa

Um levantamento inédito da consultoria de imóveis Cushman & Wakefield revelou que, em dezembro de 2016, 29% das salas comerciais de alto padrão em São Paulo estavam vazias, à espera de um locador. No Rio de Janeiro, segundo a mesma pesquisa, o percentual de salas comerciais de alto padrão para locação no mesmo período era de 37,6% – o mais alto patamar histórico já registrado.

 CURTA 

Empresa mineira de locação de equipamentos fatura R$ 10 milhões na crise
Especializada em aluguel de máquinas e equipamentos, a Inovar Locações faturou cerca de R$ 10 milhões em 2016. Fundada em 2011 em Uberaba (MG), a primeira unidade da rede, inicialmente focada no aluguel de contêineres, possuía 20 equipamentos. Hoje, a empresa conta com 40 franquias e aluga diversos equipamentos, desde furadeiras até betoneiras, geradores e andaimes. Seu tíquete médio é de R$ 419. “Com a crise na construção civil fomos obrigados a diversificar em outros segmentos, o que nos ajudou a identificar novas oportunidades”, diz o empresário Maurício Crivelin Zanatta. “Hoje, alugamos desde furadeiras a R$ 80 a diária até geradores que passam de R$ 5.000 por mês.” Neste 2017, Zanatta quer abrir mais 20 unidades. “Nosso diferencial não está na oferta de preços mais baixos, e sim na qualidade dos nossos equipamentos e do suporte técnico que oferecemos”, afirma.

Investimento calculado
Mesmo considerando que o Brasil “parou de afundar”, o empresário José Roberto Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, tem direcionado os negócios para a mineração e, principalmente, para o cimento. “Estamos priorizando agora os investimentos no exterior, com fábricas de cimento nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia”, afirma Moraes. No Brasil, além de uma fábrica de celulose ao custo de R$ 7 bilhões, que será inaugurada em 2018, o empresário anuncia o investimento de R$ 1 bilhão na construção de parques eólicos no Piauí – que também deverão ficar prontos no próximo ano.

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