Empresa de asfalto do interior paulista entra no mercado de franquias

Com 15 anos de atuação no mercado, a Usina do Vale, especializada na produção de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), acaba de entrar no mercado de franquias. A empresa está sediada em Cebral, no interior paulista, e a ideia surgiu por causa de dois fatores que limitavam o crescimento desse mercado: o produto só poderia ser aplicado em cidades com no máximo 200 km de distância e no mesmo dia, porque a massa tornava-se pedra. Diante disso, a Usina do Vale desenvolveu uma técnica exclusiva na fabricação da massa asfáltica ensacada que gerou fácil manuseio do produto, inclusive em situações adversas, como em buracos com água.

O produto apresentado agora é de secagem imediata, baixo custo e se solidifica com impacto, liberando o trânsito imediatamente após a sua aplicação. A capacidade de produção da miniusina é de 20 toneladas por hora e o método permite que o asfalto seja estocado por até dois anos, podendo ser comercializado em todo o país. “Temos bastante know-how para transferir aos franqueados, que têm diversas frentes de atuação, por exemplo, prefeituras, que abrem licitações de valores altos”, afirma Junior Nascimento, responsável pela formatação da franquia e expansão da marca. “Outros clientes potenciais são departamentos de água e esgoto, concessionárias de rodovias, postos de combustíveis, indústrias e condomínios residenciais.”

Redução contínua do volume de obras provoca 29ª queda nas vagas da construção

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sinduscon-SP e pela Fundação Getulio Vargas, com base em dados do Ministério do Trabalho e do Emprego, a construção civil perdeu 14.070 postos de trabalho em todo o país em fevereiro, representando uma queda de 0,56% em relação a janeiro. Se compararmos com o mesmo mês do ano anterior, a queda é de 13,95%. Essa é a 29a queda consecutiva do setor, acarretando um total de 2,48 milhões de trabalhadores em estoque. Segundo o sindicato, esse quadro só será revertido se, além da manutenção da queda da inflação e dos juros, forem tomadas medidas efetivas para a reativação da economia. “Por isso é tão relevante a aprovação das reformas trabalhistas e da Previdência, para melhorar o ambiente de negócios e proporcionar segurança jurídica ao emprego formal”, afirma José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP.

CURTA 1

Repatriação melhora resultado de construtora

Uma das grandes construtoras brasileiras envolvidas na Operação Lava-Jato, a Andrade Gutierrez contou com a repatriação de recursos para fechar 2016 com lucro. Graças à Lei 13.254, criada no ano passado para regularizar a situação de quem mantinha dinheiro fora do país, a empresa trouxe de volta ao Brasil R$ 458 milhões (já descontados os impostos). Esse valor ajudou a incrementar o resultado da empresa, que lucrou R$ 616 milhões em 2016 (pouco abaixo do lucro de 2015, de R$ 625 milhões).

Retomada só em 2018

Os lançamentos imobiliários no país devem continuar em segundo plano ao longo deste ano, de acordo com um levantamento inédito de abrangência nacional feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Segundo a pesquisa, em 2016 foram lançados 59,3 mil moradias e as vendas líquidas chegaram a 72,6 mil unidades. Ou seja, foram vendidos 13,3 mil imóveis a mais do que os lançados. A pesquisa mostrou ainda que o maior enxugamento de estoques foi em Curitiba, onde 2,2 mil moradias foram lançadas e 4,4 mil foram vendidas, representando 2,2 mil unidades a menos no mercado. A estratégia de frear lançamentos para reduzir o alto estoque de imóveis deu certo em parte. O problema, segundo José Carlos Martins, presidente da CBIC, é que os estoques no país continuam altos, inibindo a retomada de novos projetos e a criação de empregos na construção civil. Martins acredita que a recuperação do setor será lenta e ocorrerá simultaneamente à melhora do quadro econômico.

Pesquisa revela empresa mais valiosa do setor na América Latina

Com valor registrado de US$ 2,20 bilhões em abril, a MRV Engenharia foi avaliada como a empresa mais valiosa do setor da construção civil na América Latina, segundo levantamento feito pela consultoria Economática. O estudo avaliou o valor de mercado de 283 empresas de 25 setores em 2017 e pontuou que o maior crescimento percentual em valor de mercado ocorreu no setor da construção com 19 empresas. A MRV ocupa a 12a posição no ranking das maiores empresas em valor de mercado, considerando a América Latina e os Estados Unidos.

ERRATA

Selo Aqua-HQE

Diferentemente do que foi publicado na edição 188, o selo Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) é obtido através da GBC Brasil (Green Building Council), com base nos Estados Unidos; e o selo Aqua-HQE é desenvolvido a partir da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité Environnementale) e aplicado no Brasil exclusivamente pela Fundação Vanzolini.

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