Construção civil demite 125 mil trabalhadores em 2017, segundo SindusCon-SP

O setor da construção civil fechou 125 mil vagas no Brasil no ano passado, uma queda de 5,01% em relação ao ano anterior. Dessa forma, o estoque de trabalhadores no setor ficou em 2,372 milhões em dezembro de 2017, mesmo patamar de 2009. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (16) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Os segmentos que mais demitiram no ano passado foram: imobiliário (-8,15%), obras de acabamento (-7,23%) e incorporação de imóveis (-5,37%). Em relação às regiões brasileiras, apesar de todas registrarem quedas, os piores resultados foram no Sudeste (com retração de 5,73%) e no Norte (-5,56%).

No Sudeste, houve mais vagas encerradas no Rio de Janeiro (9,83%) e em São Paulo (-6,26%), enquanto na região Sul todos os resultados foram negativos: Paraná (-5,31%), Rio Grande do Sul (-3,43%) e Santa Catarina (-1,02%).

Na região Norte, por sua vez, as contratações subiram 26,01% em Roraima ao longo do ano. Na outra ponta, o Amapá teve queda de 10,50%. No Nordeste, os empregos caíram 10,92% em Sergipe, seguido por Alagoas (-8,46%). No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul caiu 14,41% em 2017 – os demais estados registraram decréscimo moderado.

Desde o início da crise em 2014, cerca de 1,3 milhão de postos de trabalho foram fechados na construção civil brasileira. “Para estimular a atividade da construção, o governo deveria tomar medidas como regulamentar distratos, aumentar o crédito, destravar projetos de infraestrutura e impulsionar a habitação popular e as concessões”, afirma o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

Estado de São Paulo
A construção civil paulista caiu 6,26% em 2017 (-43.379). Apenas em dezembro, 11.739 vagas foram fechadas na comparação com o mês anterior, redução de 1,78%. Em 2017, o segmento imobiliário foi o que mais caiu (-13,41%), seguido de obras de acabamento (-12,95%). Em dezembro, em relação ao mês anterior, as maiores quedas foram em infraestrutura (-2,67%) e preparação de terreno (-2,33%).

Por Gabriel Gameiro

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